Sonho possível, mas sem surpresas

foto: divulgação Warner Bros

Antonio Trindade

Fui ao cinema ver Um Sonho Possível (The Blind Side) sem saber do que se tratava. Simplesmente não tinha visto nenhum trailer. A única coisa que eu sabia era que Sandra Bullock tinha recebido um Oscar pela película. De certa forma, me surpreendi, mas não o enxergo como um filme tão marcante assim.

Logo nas primeiras cenas, o espectador fica sabendo que o roteiro foi baseado em fatos reais. O título original do filme, The Blind Side, é uma clara referência ao Futebol Americano, uma paixão gringa. Em algumas jogadas, os atacantes de um time devem proteger o lado cego do quarterback (não entendo nada de futebol americano. Isso foi tudo que deu para assimilar). Bom, essa explicação toda serve apenas para mostrar como no Brasil, onde o esporte não faz o menor sucesso, o título original talvez não fizesse muito sentido.

Voltando ao filme, Um Sonho Possível conta a história do adolescente Michael Oher, apelidado de Big Mike, interpretado por Quinton Aaron. Big Mike é negro, obeso, pobre, filho de mãe viciada em drogas e cresceu em um mundo de rejeição e violência. Mesmo assim, nunca se deixou contaminar pela maldade que o cercou. Retirado à força dos braços da mãe, ele nunca se adaptou à vida de adoção. Mas o trauma da separação o tornou uma pessoa fechada em seu grande vazio e avessa a qualquer tipo de relacionamento.

A vida do adolescente começa a mudar quando ele é admitido em uma escola particular cristã, interessada em seus dotes esportivos. No colégio, ele conhece os Tuohy, uma família rica e consumista, mas com valores cristãos e adepta da caridade – o verdadeiro sonho ocidental. Os Tuohy, praticamente obrigados por Leigh Anne, matriarca socialyte, personagem de Sandra Bullock, acolhem Big Mike em sua casa e, em pouco tempo, já o consideram um membro da família.

Os Tuohy incentivam Big Mike nos estudos e nos esportes. O talento nato para o futebol americano se torna a ponte para a superação dos problemas que o afligiram durante toda a vida.

Um Sonho possível é o típico drama hollywoodiano. Uma história de superação, feita para tocar o espectador. Vai em cima dos sonhos, do altruísmo e da vontade de ajudar o próximo que todo mundo tem. É impossível não sair do cinema cheio de energia positiva.

Com a direção de John Lee Hancock, Um Sonho Possível é certinho e cumpre o objetivo. Mas não é nada que já não tenhamos visto.

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