Brasiliense cria curta de animação com técnica primária

Raquel Piantino está em fase de finalização do curta “Cláudia e o Crocodilo”, um conto fantástico sobre a relação entre uma mulher e um animal selvagem. O que é ser civilizado? O que é ser selvagem? Foi partindo dessas perguntas que a desenhista, cineasta e animadora brasiliense Raquel Piantino criou “Cláudia e o Crocodilo”. Um curta-metragem com estreia prevista para este ano que apresenta a … Continuar lendo Brasiliense cria curta de animação com técnica primária

Dumbo: assista com dublagem brasileira de 1941

Aproveitando a onda de relançamentos da Disney (esse ano tem Dumbo, O Rei Leão e Alladin), um troço legal aqui que descobri… No canal de um usuário do Youtube, um jeito muito especial de assistir à quarta animação de Walt Disney: ele masterizou o áudio de uma fita VHS com a dublagem original com o filme em HD Dumbo é daquelas animações que marcaram a … Continuar lendo Dumbo: assista com dublagem brasileira de 1941

Anime-se!

Aqui, uma vacininha para libertar você do mau-humor neste feriadão: as animações que estreiam no cinema, ou que vão estrear. A boa de amanhã é que entra em cartaz o Carros 2. A história do Relâmpago Mc Queen, que foi sucesso da Pixar (pra variar só um pouco) no número 1, promete mais risadas e animação de qualidade neste segundo filme. A promessa é que, … Continuar lendo Anime-se!

Carpinejar em (muito mais que) 140 caracteres

Paulo Palavra e Carpinejar. foto: Priscila Mesquita

Paulo Palavra

Ontem à noite fui ver o Fabrício Carpinejar no projeto escritores Brasileiros do CCBB. O projeto é aquele mesmo em que fui ver a Martha Medeiros no ano passado. Basicamente, é um projeto que estimula a leitura por meio de palestras em que um ator convidado interpreta trechos de textos de um grande escritor da literatura brasileira da atualidade. Ontem, a Bidô Galvão, atriz brasiliense, foi quem interpretou os escritos do Carpinejar.
 
O Carpinejar é um gaúcho que já tem 16 livros, é colunista do Jornal Zero Hora, e cronista de mão cheia que vive tendo seus textos publicados por aí no site Vida Breve, n’O Globo e nas revistas VIP, Cláudia e Bravo!, entre outras. Ah, ele também é professor universitário. E segundo minha irmã, que me acompanhou ontem, ele é uma mistura de Quico – aquele do Chaves – com o Thunderbird – aquele ex-vj da MTV.
 
Ainda que tenha todo esse mercado de publicações, é notório que Fabrício Carpi Nejar  (que é o real nome dele), ganhou força, corpo e MAIS nome depois de criar sua conta no Twitter, onde tem mais de 100 mil seguidores e foi considerado, recentemente, uma das personalidades mais influentes da internet, segundo a Revista Época. Seu blog tem mais de 1 milhão e meio de visitas. -Continue Carpinejando…->

Eles vem mesmo. Mesmo!

Desculpe a insistência, mas 2011 realmente está sendo um ano bom. Lembra que eu escrevi, dias atrás, que a melhor banda de todos os tempos da última semana, o Foo Fighters, alcançou de forma inédita o primeiro lugar na Billboard? Pois é, agora recebo a seguinte notícia: O Foo Fighters vem ai mesmo. Mesmo! Esse recado, na verdade, já tem 10 dias. O produtor Gabriel … Continuar lendo Eles vem mesmo. Mesmo!

De repente: o reggae voltou!

Lá pelos idos de 1994, a Belo Horizonte de Beto Guedes, Milton Nascimento e Lô Borges começava a perceber que o som do clube da esquina não seria o som da década. O ritmo viria de longe, da Jamaica, mais especificamente. Mesmo o mais pacato, ficou indignado. De Araketu e Ilê Ayê à Mancha Azul torcedora do Cruzeiro. Todo mundo, indignado.

Era o Skank chegando com “Indignação” e dando o tom jamaicano ao nosso amado B’rock. Era a salvação do rock nacional de cara nova – àquela altura, Ultraje a Rigor, Plebe Rude e Ira! começavam, aos poucos, a desacreditar no bom e velho rock’n roll, já que os grandes sucessos do momento eram “Eu só penso em você”, com Zezé de Camargo e Luciano, e “Essa tal liberdade”, com Só pra Contrariar. Respectivamente, 5º e 8º lugar entre as mais tocadas no ano.

A geração 90 do B’rock teve no Skank um dos mais poderosos vendedores de hits. Indignação terminou 94 em 86º lugar nas paradas, mas a banda, naquele que era o seu segundo ano de atividade, já emplacava três sucessos na lista, dos quais eu lembro, tu lembras, nós lembramos. E bem: Esmola ficou em 56º lugar e É proibido fumar, em 75º. -Continue lendo->

Umbilical

Paulo Palavra

Nesta quarta-feira, 07 de julho, tive a oportunidade de ir conferir a estréia do projeto Escritores Brasileiros, no CCBB. Basicamente, é um projeto que estimula a leitura por meio de palestras em que um ator convidado interpreta trechos de textos de um grande escritor da literatura brasileira da atualidade. Na abertura do projeto, a escritora convidada era a gaúcha Martha Medeiros, lida pela atriz Cássia Kiss. Continuar lendo “Umbilical”

Desonerar Cds: um desafio

foto: Diogo Madeira, no Flickr

Akemi Nitahara

Na terceira matéria que discute os rumos da indústria fonográfica, vamos conhecer um mecanismo que pode baixar o preço da música no Brasil: a PEC da música.

A venda de Cds no Brasil caiu 70 % nos últimos 10 anos. Um dos motivos é o fato de as pessoas acessarrem cada vez mais a música pela internet, como faz o jovem Kiaro Trindade.

“É muito caro, você dar R$20, 30, num CD, e você gosta de outra banda, aí vai mais 20, 30 reais. Então é complicado, na minha opinião, a pessoa vai lá e acaba baixando, pagando lá dois, três reais numa música, ou mesmo consegue até de graça, na internet, ouvindo ali, pelo site deles”, diz. Continuar lendo “Desonerar Cds: um desafio”

Música e internet, parceria eterna

foto: leandro marco, no Flickr

ESPECIAL// Nesta segunda reportagem do especial sobre o futuro da indústria fonográfica, conheça iniciativas de sucesso entre música e internet.

Akemi Nitahara

CD não é mais sinônimo de lançamento musical. Na internet, existem muitas opções de se ouvir o que quer: seja fazendo downloads em redes de relacionamento, em sites dos próprios artistas ou de gravadoras que disponibilizam o produto musical gratuitamente ou pago. Também há a possibilidade de ouvir sem poder baixar para a sua máquina.

Muitas idéias surgem para facilitar o acesso do fã à música. “Conceitualmente a gente tá ligado às coisas do nosso tempo, a gente sempre olhou a internet como fonte de divulgação e de expansão, abrimos o site da Trama Virtual, deu certo, aí abrimos o Álbum Virtual, deu certo, aí fizemos um outro projeto antes de tudo que era você montar o seu CD em casa, escolher a capa e três dias depois a gente entregava na casa das pessoas, funcionava, mas tinha um número muito baixo. A gente tem iniciativas, algumas dão certo, outras dão errado, a gente não tem nenhum problema com isso. É experimentar”, explica o presidente da gravadora Trama, João Marcelo Bôscoli.

No caso do projeto Álbum Virtual, da Trama, o artista é remunerado pelo trabalho, através de patrocínio. “Se ele ganhar um real por disco, ele vai estar ganhando um milhão de vezes mais do que ele ganhava, que é zero. Antes não ganhava nada, nada, nada. Agora tem artistas que ganham 8, 10, 25 mil reais com um disco”, avalia. -E tem outras iniciativas, leia mais…

Como será o amanhã?

  

foto: Sambalogic, no Flickr

ESPECIAL// Responda quem puder: como será o amanhã da indústria fonográfica? Toda semana, essa questão será discutida aqui…   

Akemi Nitahara*  

Já faz alguns anos que o download de música pela internet parou de ser polêmica e se tornou realidade para muitas pessoas, como o jovem Chiaro Trindade, que não compra mais CDs. “Eu procuro na internet as músicas que eu quero, porque num CD, nem todas as músicas eu gosto. Na internet, seleciono as que eu vou escutar no carro, em casa, e descarto as que eu não quero”, relata. 

Chiaro cita a praticidade de se ouvir a música que quiser aonde quiser, em celulares e tocadores de MP3. E complementa as vantagens: “na internet você consegue achar meios legais pra baixar, pra comprar aquela determinada música, é bem melhor do que você comprar o CD, porque além de ser caro, você não usufrui dele todo”.  

O discman, por exemplo, que era o reprodutor portátil de CDs, não existe mais. São mudanças proporcionadas pelo avanço da tecnologia. E o mercado da música precisa se adaptar a essa nova realidade. Há 10 anos, o faturamento da indústria fonográfica brasileira era de R$1,1 bilhão por ano. Já em 2009 , o setor faturou R$360 milhões. Queda de 70% na venda de CDs e DVDs.   -Continue lendo! Tem a opinião de João Marcelo Bôscoli e de BNegão…->

O que falam as almas…

imagem: internet

Karla Lucena

Dizem que as mais lindas palavras são ditas não pela boca, mas pelo silêncio de um olhar. Há quem diga também que uma imagem vale muito mais que mil palavras. E outros que chegam a afirmar que a junção de letras em certos momentos se torna insuficiente para transmitir sentimentos. 

Apesar de também concordar em parte com as afirmações citadas, hoje vou sair em defesa das palavras. O motivo? Simples: para mim a alma fala e dita textos! Não pense você que essa constatação é apenas dessa “louca” que vos escreve…

“[…] As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.”
– Memória – Carlos Drummond de Andrade

-Continue lendo, pois é dia de homenagear a poesia

50 anos é hoje!

imagem: blog tiras

Morillo Carvalho

Ele só tinha 36: que isso sirva de aviso pra vocês. Nos deixou em 11 de outubro de 1996, mas se estivesse vivo, hoje estaria aniversariando seus 50 anos, assim como Brasília, daqui a 25 dias. Pois é. Menos de um mês depois do nascimento de Renato Russo, a cidade que serviu de força-motriz para a sua criação artística era declarada a mais nova capital do Brasil. E se hoje estivesse vivo, do que ele falaria?

Talvez falasse de amor, teria continuado a investigar quem inventou o amor, pedido mais explicações. Talvez continuaria a divagar sobre a violência, que é tão fascinante e as nossas vidas, que são tão normais. Talvez o sexo verbal, que não fazia o seu estilo, teria dado lugar ao sexo virtual – e as palavras, que são erros, estariam ainda mais erradas, desconsertadas pelas abreviaturas cibernéticas da geração Coca-cola que persiste e ainda existe.

Se Renato ainda estivesse vivo, narraria a morte de Maria Cláudia e de João Hélio, como fez com João Alberto, o maioral, o cara legal? Talvez. E talvez também daria sequência e continuaria a divagar sobre que país é esse. Será que se Russo estivesse vivo, aprofundaria a certeza de que há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade? O que diria o poeta, ao assistir às conseqüências transformadas em invasões daqueles forasteiros que só queriam falar com o presidente pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer? -Provavelmente Renato Russo pediria pra você continuar lendo…->