Desonerar Cds: um desafio

foto: Diogo Madeira, no Flickr

Akemi Nitahara

Na terceira matéria que discute os rumos da indústria fonográfica, vamos conhecer um mecanismo que pode baixar o preço da música no Brasil: a PEC da música.

A venda de Cds no Brasil caiu 70 % nos últimos 10 anos. Um dos motivos é o fato de as pessoas acessarrem cada vez mais a música pela internet, como faz o jovem Kiaro Trindade.

“É muito caro, você dar R$20, 30, num CD, e você gosta de outra banda, aí vai mais 20, 30 reais. Então é complicado, na minha opinião, a pessoa vai lá e acaba baixando, pagando lá dois, três reais numa música, ou mesmo consegue até de graça, na internet, ouvindo ali, pelo site deles”, diz. Continuar lendo

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Música e internet, parceria eterna

foto: leandro marco, no Flickr

ESPECIAL// Nesta segunda reportagem do especial sobre o futuro da indústria fonográfica, conheça iniciativas de sucesso entre música e internet.

Akemi Nitahara

CD não é mais sinônimo de lançamento musical. Na internet, existem muitas opções de se ouvir o que quer: seja fazendo downloads em redes de relacionamento, em sites dos próprios artistas ou de gravadoras que disponibilizam o produto musical gratuitamente ou pago. Também há a possibilidade de ouvir sem poder baixar para a sua máquina.

Muitas idéias surgem para facilitar o acesso do fã à música. “Conceitualmente a gente tá ligado às coisas do nosso tempo, a gente sempre olhou a internet como fonte de divulgação e de expansão, abrimos o site da Trama Virtual, deu certo, aí abrimos o Álbum Virtual, deu certo, aí fizemos um outro projeto antes de tudo que era você montar o seu CD em casa, escolher a capa e três dias depois a gente entregava na casa das pessoas, funcionava, mas tinha um número muito baixo. A gente tem iniciativas, algumas dão certo, outras dão errado, a gente não tem nenhum problema com isso. É experimentar”, explica o presidente da gravadora Trama, João Marcelo Bôscoli.

No caso do projeto Álbum Virtual, da Trama, o artista é remunerado pelo trabalho, através de patrocínio. “Se ele ganhar um real por disco, ele vai estar ganhando um milhão de vezes mais do que ele ganhava, que é zero. Antes não ganhava nada, nada, nada. Agora tem artistas que ganham 8, 10, 25 mil reais com um disco”, avalia. -E tem outras iniciativas, leia mais…

Como será o amanhã?

  

foto: Sambalogic, no Flickr

ESPECIAL// Responda quem puder: como será o amanhã da indústria fonográfica? Toda semana, essa questão será discutida aqui…   

Akemi Nitahara*  

Já faz alguns anos que o download de música pela internet parou de ser polêmica e se tornou realidade para muitas pessoas, como o jovem Chiaro Trindade, que não compra mais CDs. “Eu procuro na internet as músicas que eu quero, porque num CD, nem todas as músicas eu gosto. Na internet, seleciono as que eu vou escutar no carro, em casa, e descarto as que eu não quero”, relata. 

Chiaro cita a praticidade de se ouvir a música que quiser aonde quiser, em celulares e tocadores de MP3. E complementa as vantagens: “na internet você consegue achar meios legais pra baixar, pra comprar aquela determinada música, é bem melhor do que você comprar o CD, porque além de ser caro, você não usufrui dele todo”.  

O discman, por exemplo, que era o reprodutor portátil de CDs, não existe mais. São mudanças proporcionadas pelo avanço da tecnologia. E o mercado da música precisa se adaptar a essa nova realidade. Há 10 anos, o faturamento da indústria fonográfica brasileira era de R$1,1 bilhão por ano. Já em 2009 , o setor faturou R$360 milhões. Queda de 70% na venda de CDs e DVDs.   -Continue lendo! Tem a opinião de João Marcelo Bôscoli e de BNegão…->