Luto…

Morreu hoje, aos 58 anos, a querida radialista Bia Reis, que há 20 anos apresentava e produzia, na Rádio Nacional FM de Brasília, os programas “Projeto Brasília” e “Memória Musical”. Junto com o coordenador da emissora, Carlos Senna, ela coordenava a produção do Festival de Música da Nacional FM, que tive a honra de ancorar a última edição na nossa transmissão pelo rádio. O velório será realizado amanhã, das 9h às 12h, na Capela 1, do Cemitério Campo da Esperança. Não haverá sepultamento. O corpo será cremado em Valparaíso. Os amigos da Nacional FM a homenagearão com um programação especial durante os programas que Bia Reis apresentava, sábado (24/3), às 17h, no “Projeto Brasília”, e domingo (25/03), às 11h ,no “Memória Musical”. Os dois programas eram uma delícia de ouvir. O primeiro, um bate-papo com os músicos da cidade. O segundo, abordando as memórias de um artista. Descanse em paz com seus pais, querida amiga. Ao lado de Heleninha Bortone, faça o melhor programa de cultura na Celeste FM.

Anúncios

Mais ardida que pimenta…

Felicidades a todas as mulheres! Hoje não é pra ser o único dia de respeito, admiração e carinho para com vocês, mas é o dia que marca que a luta é árdua, mas vale a pena. Vou brindar a vocês, que não conseguiram o ingresso pra Maria Bethânia, que toca de graça hoje em Brasília, com a Elis Regina.

Bethânia e Elis, pelo que já pûde conhecer de suas biografias, nem eram lá muito fãs uma da outra. O fato é que hoje tem show da Bethânia, de graça, no Centro de Convenções – um afago do governo local ao Dia Internacional da Mulher. Como soube de última hora, nem divulguei. Tô me acostumando a passar raiva fazendo a divulgação da agenda gratuita, dada a desorganização de nossa Secretaria de Cultura, que limita ingressos, sempre dá chabú. Mas, se você conseguiu o ingresso, parabéns e divirta-se!

Eu, para homenageá-las, vou colocar aqui um vídeo com aquela que foi um desafeto de Bethânia, a Elis Regina. Pra mim (pra muitos, na verdade), a melhor intérprete brasileira de todos os tempos. Cantando com a melhor cantora brasileira viva: Rita Lee:

Sim, estou me arriscando ao embedar esse vídeo. Não pago e pronto. Se tentarem me cobrar, vou até a própria Rita Lee saber o que ela acha da cobrança.

Ao reino de Bregalândia!!

falando em brega... imagem: altovolta, no Flickr

falando em brega... imagem: altovolta, no Flickr

Quem nunca sofreu por uma despedida, uma traição ou um amor não correspondido? Quem não gosta de uma boa dose de romantismo? Quem nunca viveu ou gostaria de viver uma grande paixão? Amor singelo, arrebatador e, muitas vezes, cheio de paixão e carregado de erotismo, como realmente é um grande amor.

Este primeiro parágrafo faz parte do texto de divulgação do Bregalândia, o festival de música brega que rola em Ceilândia, no fim desse mês no Ceilambódromo.

O evento vai reunir Reginaldo Rossi, Preta Gil, Amado Batista, Odair José e outros, e rola entre 30 de março e 1º de abril. Bandas não-bregas como Pedra Letícia tem presença garantida – apesar de que o Pedra gravou uma música ao melhor estilo dor de cotovelo com o Reginaldo Rossi.

O Bregalândia abre um espaço que jamais precisou ser aberto, pois sempre ocupou muito, e talvez por isso a música brega seja tão rejeitada. Quando digo “jamais precisou ser aberto” é porque, se você pegar os grandes vendedores de discos da música brasileira, eles figuram lá. Se você pegar a nossa historiografia da música, eles parecem jamais ter existido, enquanto seus contemporâneos, como Chico Buarque e Milton Nascimento, aparecem com destaque. É assim que funciona o preconceito musical, que neste sentido, não tem nada a ver com o gosto individual.

Então, fica a dica de um evento que parece ser bem legal – no mínimo, divertido. E outras duas dicas: os valorosos livros sobre o tema que ganhei do Paulo Palavra: “Eu não sou cachorro não – Música Popular Cafona e a Ditadura Militar”, de Paulo César Araújo; e “Almanaque da Música Brega”, de Antonio Carlos Cabrera.

Receituário Orquestrado

Marafreboi. foto: jmarconi, no Flickr

Marafreboi. foto: jmarconi, no Flickr

No Brasil, orquestras. No mundo, clássicos, terríveis e premiáveis. Enquanto o cardápio cultural brasiliense reserva a quem gosta de música mais uma noite ao sabor de maracatu, frevo e boi; quem prefere a sétima arte deve encontrar nas principais salas as estreias de filmes que concorrem ao Oscar – além do remake em 3D de “A Bela e a Fera”. Semaninha morna, essa. Mas boa pra poupar energias para a festa da carne, em breve, em cartaz em todo o país…

– PSICOESTIMULANTE nordestino: o CCBB desenvolve o projeto “Brasil das Orquestras Populares”, e para complementar a programação, sábado próximo tem bailinho com a Marafreboi, orquestra que toca no Suvaco da Asa, que rolou anteontem no Cruzeiro/Sudoeste. É a partir de 16h, com entrada franca. Já sabe: perdeu o Suvaco, corre pro CCBB e garanta um pré-carnaval com o mínimo de dignidade.

– COLÍRIOS cinematográficos: dentre aqueles que concorrem ao Oscar, Histórias Cruzadas tem quatro indicações. Narra a história de Eugenia Skeeter Phelan, escritora que resolve escrever sobre o racismo e a divisão de classes nos Estados Unidos em 1962.  Outro blockbuster estreante nas salas candangas é Viagem 2: A Ilha Misteriosa. Com Vanessa Hudgens no elenco, mostra as investigações de fatos que acontecem em uma ilha que nunca apareceu no mapa. Se eu não sabia que existia o “Viagem 1”, que dirá a sequência… E tem o tal do A Filha do Mal também, que dizem ser mais assustador que O Exorcista, então, é pra quem tem estômago e cérebro de bem com a vida. Além disso, tem “A Bela e a Fera”, que reestreia em 3D. Todos esses filmes estão em quase todo conglomerado de cinemas da capital.

– COLÍRIOS raros: são os que estão em cartaz no novíssimo Cine Cultura Liberty Mall. Tem os franceses “O nome do amor” e “Adeus, primeiro amor”, e o alemão “Triângulo Amoroso”. No Espaço Itaú de Cinema, no CasaPark, tem o brasileiro “A música segundo Tom Jobim” e o iraniano “A Separação”. Curte?

– VACINA contra a ignorância sobre arte. Em cartaz, no novíssimo Museu dos Correios (Setor Comercial Sul), a exposição “Mestres da Gravura”. Uma oportunidade de conhecer o vastíssimo acervo da Biblioteca Nacional do Rio, com gravuras de Rembrandt, Dürer, Goya, Piranesi,  Hogarth e vários outros. É de graça, até 22 de abril.

Licença-capacitação

Sei, sumir é chato e vira e mexe dou uns perdidos nisso aqui. Relax.

Tô de licença-capacitação (como se chama, no funcionalismo público, quando você sai do trampo por uns tempos pra estudar). Fiz um curso de introdução à história da arte e trago as novidades em breve. Até segunda, ok?

Adeus, mestre Teodoro

Ele encheu de cor e celebrou a morte e a vida de um boi, o boi mais tradicional de Brasília. Ele trouxe do Maranhão, aonde nasceu, a tradição mais tradicional do país para uma terra sem qualquer tradição – e a cidade se apropriou, bem, e agora tradicionalmente será lembrada também pelo bichano de mentira, que morre e revive a cada festejo junino.

Morreu, neste domingo (15), aos 91 anos, o seu Teodoro. O mestre da cultura popular de Brasília, que fixou em Sobradinho a brincadeira de boi e será sempre lembrado e venerado pela incansável alegria que trouxe às terras candangas. A marca não se apagará, pois o seu boi é patrimônio cultural imaterial do DF. Salve!

Boi do Seu Teodoro. Foto: Tatiana_Reis

Boi do Seu Teodoro. Foto: Tatiana_Reis

Promessa de sexta-feira 13

Cientistas confirmam o fim do mundo neste 2012. Um importante dado empírico usado para a constatação foi que a segunda sexta-feira do ano é 13. Na prática, significa mais uma sexta em que meio mundo vai se acabar de tanto beber.

Quanto a mim, apenas uma promessa: vou me vingar de você.

Falei, tá falado. Bom fim de semana.