Tá com pressa?

Juliana Maya*  Sabe o sonho de todo o adolescente, de achar o resumo daquele clássico que deveria devorar para a prova de literatura que vai acontecer no dia seguinte? Pois é, digamos que o autor sueco Henrik Lange “meio que” tornou isso uma realidade. Digo “meio que” porque o livro chamado “90 Livros Clássicos para Apressadinhos” não traz somente o resumo das obras, mas acaba … Continuar lendo Tá com pressa?

Dos heróis, entre os tops

imagem: elbragon, no FlickrAntonio Trindade

Homem de Ferro 2 veio para comprovar que a Marvel Comics quer transportar para o cinema a mesma fórmula de sucesso dos quadrinhos da editora: interligar os universos dos filmes dos heróis da Casa das Idéias. E isso fica bem claro na sequência de um dos filmes de super-heróis mais legal dos últimos anos.

Na trama, depois de revelar ao mundo que é o Homem de Ferro, Tony Stark, está mais egocêntrico e narcisista do que nunca. A força bélica do super-herói gera uma sensação de paz mundial, mas  o governo norte-americano não acha justo um civil ter tamanho poder e exige a tecnologia da armadura criada por Stark.

Além disso, a mesma tecnologia que mantém o herói vivo começa a envenená-lo. E um antigo inimigo da indústria Stark aparece em busca de vingança e alia-se à principal concorrente da empresa, a indústria Hammer, fornecedora de armas do governo dos EUA. Mas o Homem de Ferro agora não está mais sozinho. Continuar lendo “Dos heróis, entre os tops”

Virgem

Paulo Palavra Há algum tempo, uma propaganda – se não me engano da empresa aérea Emirates – nos perguntava “qual a última vez que você fez algo pela primeira vez?”. Em termos de literatura tive uma primeira vez agora: minha primeira vez com o aclamado escritor português José Saramago, vencedor do Nobel de Literatura. Tal qual uma menina de 15 anos – ou seriam 14, … Continuar lendo Virgem

Vagalumes na sala de projeção

imagem: internet

Antônio Trindade

A Segunda Gerra Mundial é um tema recorrente no cinema. Poucos filmes, no entanto, oferecem uma visão diferente do conflito. Nesse aspecto, o anime Hotaru no Haka (Túmulo dos vagalumes), de Isao Takahata, brilha diante da maioria das películas hollywoodianas.

Obra do Estúdio Ghibli, que também assina ótimas produções como A Viagem de Chihiro e o Castelo Animado, o Túmulo dos Vagalumes mostra a história dos irmãos Seita e Setsuko no final da Segunda Guerra. Seita e sua irmã mais nova vivem com a mãe e esperam pelo retorno do pai, convocado para lutar contra os americanos.

O Túmulo dos vagalumes é essencialmente uma história de amadurecimento. No pós-guerra, os japoneses ficaram entregues à própria sorte. A fome era uma inimigo que ainda perturbava a população. O egoísmo e a indiferença eram dois sentimentos recorrentes. E Seita e Setsuko precisam enfrentar tudo isso e continuar vivendo, mesmo que o futuro não pareça muito melhor. Continuar lendo “Vagalumes na sala de projeção”

Então, e o Chico?

foto: Ique Esteves/divulgação Globo Filmes

Mais uma pessoa chega à nossa farmácia, dando seu pitaco sobre o filme do Chico. Boa semana!

Mariana Jungmann

Chico Xavier não é um filme para espíritas. Essa é a marca que deve ficar da produção da Globo Filmes, baseada no livro de Marcel Souto Maior – As Vidas de Chico Xavier. Bom, é verdade que esta que vos fala é um pouco suspeita, posto que sou uma espécie de “espírita iniciante” que conhece pouco da doutrina, mas acredita e se identifica com este pouco que conhece.

Mas independente da minha parca credibilidade, o fato é que o filme é leve e divertido. Mostra a infância complicada de Chico, seus sérios problemas visuais advindos de uma catarata e a dificuldade em lidar com o deboche daqueles que o consideravam louco por falar com “gente que não existe”. Mas o sofrimento não é foco principal e isso faz toda a diferença.

A história é sobre como o personagem-título lidou com seu dom ao longo desta vida. Permeando o enredo, vários episódios engraçadíssimos que envolveram as relações de Chico com o mundo espiritual. Destaque para o personagem de Emmanuel, o guia de Chico superconhecido pelos espíritas e que orientou com rigor e peso jamais imaginado para as mãos de um anjo o comportamento terreno do médium. Bem humorado sem perder a seriedade, o personagem do guia passou longe da ideia de severidade e dureza associada à sua figura entre os crentes da doutrina de Alan Kardec. Continuar lendo “Então, e o Chico?”

Desonerar Cds: um desafio

foto: Diogo Madeira, no Flickr

Akemi Nitahara

Na terceira matéria que discute os rumos da indústria fonográfica, vamos conhecer um mecanismo que pode baixar o preço da música no Brasil: a PEC da música.

A venda de Cds no Brasil caiu 70 % nos últimos 10 anos. Um dos motivos é o fato de as pessoas acessarrem cada vez mais a música pela internet, como faz o jovem Kiaro Trindade.

“É muito caro, você dar R$20, 30, num CD, e você gosta de outra banda, aí vai mais 20, 30 reais. Então é complicado, na minha opinião, a pessoa vai lá e acaba baixando, pagando lá dois, três reais numa música, ou mesmo consegue até de graça, na internet, ouvindo ali, pelo site deles”, diz. Continuar lendo “Desonerar Cds: um desafio”

Uma bela história sobre pijamas e sonhos

foto: divulgação do filme

saudosidades// porque, por aqui, não falamos só sobre o que é novo ou estreante.

Antônio Trindade

O livro “O menino do pijama listrado”, um romance do irlandês John Boyne, é um desses títulos que surpreendem pela simplicidade.

Na obra, John Boyne faz um olhar infantil sobre o Nazismo. A história se passa na Alemanha, durante a Segunda Gerra. Começa quando o curioso Bruno é obrigado e deixar sua casa em Berlim porque o pai, um importante militar do exército alemão, é enviado para cuidar de um campo de concentração.

Bruno subitamente se vê em um lugar chamado Haja-Vista (como é muito novo, não sabe pronunciar direito Auschwitz). Ele fica indignado com o pai por ter trocado a iluminada Berlim, cheia de amigos e diversão, por aquele lugar. -Até que o inesperado acontece. Mas pra saber, continue lendo

Sonho possível, mas sem surpresas

foto: divulgação Warner Bros

Antonio Trindade

Fui ao cinema ver Um Sonho Possível (The Blind Side) sem saber do que se tratava. Simplesmente não tinha visto nenhum trailer. A única coisa que eu sabia era que Sandra Bullock tinha recebido um Oscar pela película. De certa forma, me surpreendi, mas não o enxergo como um filme tão marcante assim.

Logo nas primeiras cenas, o espectador fica sabendo que o roteiro foi baseado em fatos reais. O título original do filme, The Blind Side, é uma clara referência ao Futebol Americano, uma paixão gringa. Em algumas jogadas, os atacantes de um time devem proteger o lado cego do quarterback (não entendo nada de futebol americano. Isso foi tudo que deu para assimilar). Bom, essa explicação toda serve apenas para mostrar como no Brasil, onde o esporte não faz o menor sucesso, o título original talvez não fizesse muito sentido.

Voltando ao filme, Um Sonho Possível conta a história do adolescente Michael Oher, apelidado de Big Mike, interpretado por Quinton Aaron. Big Mike é negro, obeso, pobre, filho de mãe viciada em drogas e cresceu em um mundo de rejeição e violência. Mesmo assim, nunca se deixou contaminar pela maldade que o cercou. Retirado à força dos braços da mãe, ele nunca se adaptou à vida de adoção. Mas o trauma da separação o tornou uma pessoa fechada em seu grande vazio e avessa a qualquer tipo de relacionamento. -Leia mais

100 filmes que você deve ver antes de morrer

Paulo Palavra Desculpem-me, mas esse título é uma enganação. Esse não é um texto sobre filmes. É um texto sobre um livro e não é o “100 filmes pra ver antes de morrer”. O livro da vez é “O Clube do Filme”, uma bela história sobre a relação de um pai e um filho adolescente. A história versa no dia-a-dia dos dois entre filmes que … Continuar lendo 100 filmes que você deve ver antes de morrer

Música e internet, parceria eterna

foto: leandro marco, no Flickr

ESPECIAL// Nesta segunda reportagem do especial sobre o futuro da indústria fonográfica, conheça iniciativas de sucesso entre música e internet.

Akemi Nitahara

CD não é mais sinônimo de lançamento musical. Na internet, existem muitas opções de se ouvir o que quer: seja fazendo downloads em redes de relacionamento, em sites dos próprios artistas ou de gravadoras que disponibilizam o produto musical gratuitamente ou pago. Também há a possibilidade de ouvir sem poder baixar para a sua máquina.

Muitas idéias surgem para facilitar o acesso do fã à música. “Conceitualmente a gente tá ligado às coisas do nosso tempo, a gente sempre olhou a internet como fonte de divulgação e de expansão, abrimos o site da Trama Virtual, deu certo, aí abrimos o Álbum Virtual, deu certo, aí fizemos um outro projeto antes de tudo que era você montar o seu CD em casa, escolher a capa e três dias depois a gente entregava na casa das pessoas, funcionava, mas tinha um número muito baixo. A gente tem iniciativas, algumas dão certo, outras dão errado, a gente não tem nenhum problema com isso. É experimentar”, explica o presidente da gravadora Trama, João Marcelo Bôscoli.

No caso do projeto Álbum Virtual, da Trama, o artista é remunerado pelo trabalho, através de patrocínio. “Se ele ganhar um real por disco, ele vai estar ganhando um milhão de vezes mais do que ele ganhava, que é zero. Antes não ganhava nada, nada, nada. Agora tem artistas que ganham 8, 10, 25 mil reais com um disco”, avalia. -E tem outras iniciativas, leia mais…

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Morillo Carvalho e Paulo Palavra Tá na hora das nossas indicações da semana. São blogs por onde zapeamos, achamos coisas legais, e recomendamos. Lá vai: – A Bonitona Encalhada: Já que essa semana falei de mulherzinha… Laura H. começou seu blog para falar das dificuldades de arrumar um bom marido. Hoje, já casada, ela fala das alegrias do casamento e dá dicas para as leitoras … Continuar lendo #FollowFriday