Em destaque

“3 Mulheres Baixas” está de volta no mês da mulher

Peça é manifesto contemporâneo sobre o feminino e faz curta temporada na Casa dos 4, no fim de semana do #8M

foto: Michael Melo / divulgação

A peça “3 Mulheres Baixas” é uma aventura pessoal e coletiva. O texto teve redação final do diretor e dramaturgo Alexandre Ribondi a partir de conversas e risadas com as atrizes Luisa de Marillac, Helen Cris e Monique Alvarenga – são elas que entram em cena para expor essa alma feminina que não quer mais ser bem comportada e discreta.

COMPRE SEU INGRESSO: http://bit.ly/326Tkps – E TODA MULHER PAGA MEIA NO DIA 08/03!

Em tom de comédia, o espetáculo pode ser também tenso e dramático.  O título da peça vem de uma brincadeira com uma outra peça, do dramaturgo norte-americano Edward Albee, que se chama Três Mulheres Altas. Nela, três mulheres discutem suas vidas e seus pontos de vista, numa obra que é considerada perversamente engraçada e é isso que também procuramos: rir do perigo de querer ser diferente, do risco de pretender mudar a ordem natural das coisas.

Essa é a terceira temporada da peça, que já esteve em cartaz na Casa dos Quatro e no Espaço Cultural Renato Russo. Desta vez, a data foi escolhida a dedo para coincidir com o Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

SERVIÇO

Classificação etária: 16 anos
Data: 6, 7 e 8 de março de 2020
Local: Casa dos Quatro – 708 Norte Bloco F Lj 42 (Rua das Oficinas)
Ingressos: R$ 40,00 a inteira

FICHA TÉCNICA

Elenco: Helen Cris, Luisa de Marillac e Monique Alvarenga
Direção e texto final: Alexandre Ribondi
Assistente de direção: Josias Silva
Maquiagem (criação): Rubens Fontes
Coreografia: Thais Kuri
Figurino: Luciana Glapas
Concepção de luz: Ana Quintas
Operação de som e luz: Josias Silva
Produção: Casa dos Quatro
Informações – Produção: 32632167 / 982150302 / 982173658 (Rui Miranda)

Em destaque

Com vocês, a nossa BroaW3!

É só uma questão de reparar bem… Yes, temos uma região beeem negocinha com arte na cidade!

Não precisa nem de muito esforço, e embora eu esteja batizando o local como “Broadabliutrêis”, pra ficar parecidim com “Broadways”, não estou falando de uma cena organizada em bloco¹, com toda uma cadeia produtiva estruturada² e um coletivo de gente desenvolvendo fortemente uma área da cidade³. Mas tô. *

Olha pra W3 Norte, cara… Sério: só de teatros e escolas de teatro que eu sei tem bem uns sete – um deles, fundado por este serzinho que vos fala… Várias academias e escolas de dança, galerias, escolas de música aff, um monte. Tem lojinhas com cafés que vendem objetos de arte, tem os coworkings mais criativos e legais, até selo musical tem.

E como Santa Clara clareou, e aqui quando chegar vai clarea-a-ar, caso sua visão ainda esteja um tanto quanto turva para enxergar o que acabo de te contar, pedi à padroeira da televisão um colírio e o transformei nesse mapínea sensacional aqui, com 20 lugares essenciais pra te convencer de que temos na DáblioTrêis nossa própria Bróduêis. Dá um bizú:

*tô, claro. veja bem:

1) A cena pode até não ser organizada em bloco, mas só o fato de cada espaço desses se propor a criar uma programação pra cidade já não é um troço muito do legal?

2) A cadeia produtiva pode não estar estruturada hoje, mas vem cá: se cada um desses 20 espaços (e tô falando dos que me vêm à cabeça, se você souber de mais algum , avisa aew!) se auto-organiza, então pouhan, imagina quantos empregos, espetáculos, quantos estudantes, quantos objetos comercializados, enfim. Não é o máximo?

3) Não há um coletivo organizado nos moldes tradicionais, aliás, fica a dica aê, galere… Mas, bom, põe todo mundo num bolo só e percebe a potência! E a W3 tem tudo a ver com arte: é onde moram os “periféricos do Plano Piloto”, onde está o comércio mais popular, onde o meretrício baila pelas ruas livremente… Grande parte desses espaços está na “Rua das Oficinas”, que também já foi chamada de “W3 e Meio”, pois não é W4, nem W3. É a avenida que simplesmente “aconteceu” na cidade – não estava riscada, nem prevista nas projeções. E não é fantástica a ideia de um lugar inteiro bem no coração da cidade e que surgiu organicamente, numa Brasília tão planejadinha nos mínimos detalhes? Não é incrível pensar que aquelas vidas que são vividas ali são tão descoladas e diferentes de todo o restante da realidade do Plano Piloto? Onde há vizinhança, onde as pessoas se cumprimentam à toa na rua, onde os espaços são grandes e os alugueis mais baratos – o que viabiliza a arte brotar e se fixar?

Pois é: temos a nossa Broadway. A nossa BroaW3.

Em destaque

O Top 10 de Beth Carvalho

Nossa rainha do samba nos deixou, mas nós não a deixaremos nunca. Confira uma playlist com os 10 sucessos que pelamordeDeus, como pode ser tão maravilhosa essa mulher…

Toda a sabedoria de uma mulher que, quando todos desistiam do samba, foi atrás dos compositores onde eles vivem: nos subúrbios, periferias, que foi colher canções junto ao Cacique de Ramos, que revelou Jorge Aragão e Zeca Pagodinho. Que belo dum dia resolveu ir ver aonde andava Cartola e, simplesmente, o resgatou de um emprego onde estava escondido com coisas maravilhosas como “O Mundo é um Moinho”. De uma mulher que sempre pensou no samba de forma filosofal, política e amorosa. Salve Beth!

1 – Por onde for quero ser seu par!


Composição: Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tapajós

2 – Aquela vontade de dizer isso um dia pra alguém: chora, não vou ligar… vou festejar o teu sofrer e o teu penar!

Composição: Dida / Jorge Aragão / Neoci

3 – Sabedoria popular: enjoy enquanto te desejo honey, do contrário…

Tem ainda: São José de Madureira / Dor de amor. A composição é do Zeca!

4 – Clássico é clássico e você é coisinha linda do pai…

Compositions: Jorge Aragones

5 – Essa coisa maravilhosa homenageando a dona Yvonne Lara, que nos deixou há pouquíssimo mais de um ano…

Composição: Arlindo Cruz e Sombrinha

6 – Oh Deus, preciso encontrar meu mozão – nem que pra isso eu suba 1800 colinas (aff, melhor nam)

Composição: Gracia do Salgueiro

7 – Aquele recado pra gente até 2022…

Compositions: Arlindo Cruz / Luiz Carlos Da Vila / Sombrinha

8 – Essa coisa maravilhosa chamada “Meu Guri”, na voz dela… Fica pau a pau com a Elza Soares no quesito “que emocionante”

Composição: Chico Buarque

9 – Aquela prece mei dramática, estilo “quem nunca?”

Composição: Luverci Ernesto

10 – A declaração de amor a uma escola de samba…

Composição: Eneas Brittes / Aloísio A. da Costa
foto de fellipebranco / CC BY-NC 2.0
adeus, rainha!
foto de fellipebranco / CC BY-NC 2.0