Leia: “Tiros na Rua Direita”, meu segundo livro e primeiro de ficção policial longa

Conheça a história de um jovem repórter autodidata do interior de Goiás que se vê diante do maior caso policial que Pirenópolis já viu: uma chacina de turistas

“Tiros na Rua Direita” é meu segundo livro, e primeiro com narrativa longa. Não sei o gênero: me entusiasma chamá-lo de romance policial só para constar, um dia, nas mesmas prateleiras que Raphael Montes ou, nossa, Ágatha Christie. Mas acho que falta um jornadão do herói pra isso. Pode ser chamado de thriller também, ou de novela… Sou libriano e librianos tem problema com decisões. Mas como também sou bastante cringe e deteste essa coisa do “não me defina” (porque assim acho que tudo fica muito fácil), então lá vai: é um romance policial.

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Spoilerzinho que não interfere muito

Afinal, muito difícil falar sobre a obra sem trazer nenhum detalhe… Fato: eu não gosto da jornada do herói. Acho que torna tudo monótono e previsível o suficiente pra que eu consiga adivinhar desde quem vai vencer uma prova num Masterchef da vida até essa horda imensa de gente ensinando a jornada do herói pra todo mundo fazer seus storytellings de sucesso na internet. Por isso, não é uma obra na qual você identifica um dos personagens principais, o repórter policial Marcos Verona, e verá ele enfrentando seus limiares, batalhando e, no fim, voltando para a sua terra vitorioso. Mas o verá atravessar uma saga profissional jamais antes experimentada.

Às vésperas do grande evento de Pirenópolis (GO) – cidade marcada pelo extenso calendário de eventos religioso-pagãos – as Cavalhadas, uma chacina ocorre numa de suas muitas pousadas rurais. O crime não comove os moradores, afasta um pouco os turistas que logo esquecem do ocorrido, e o caso tende a cair no esquecimento.

Ninguém parece tão interessado no assunto quanto o jovem jornalista, que se mantém com anúncios do comércio local que “lavam” pequenos subornos para não publicar um podrezinho aqui, um comerciante com interesses escusos que paga um pouco mais acolá… A corriqueira entrevista semanal com o delegado da cidade, sempre o exaltando… Ele poderia muito bem optar por não entrar nessa história, mas a inércia o intriga.

É quando forma parceria com outra fonte na polícia. Um homem que é fruto do crime. Filho de mulher traficada para exploração sexual na Europa com um psicopata que se revelaria serial killer. E que foi criado na zona rural de Cocalzinho (GO) – sim, a mesma cidade onde se deu a caçada a Lázaro Barbosa, este ano. Detalhe: terminei de escrever este livro em 29 de abril de 2019.

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Mais coincidência?

Mais uma. Em 12 de junho de 2019, o site The Intercept Brasil começava a publicar a série de reportagens em que revelava o conteúdo de mensagens trocadas em aplicativos, que mudaria o curso da história política do país.

Pois foi um método usado nas investigações para descobrir quem eram as vítimas da chacina e quais as motivações para o crime. Ou seja, antes da realidade demonstrar a palpabilidade da ideia de revelação de crimes em mensagens de aplicativos, a ficção já estava pronta.

Tem política?

Claro, tudo é política. Mas nesta história tem um pouco sobre o impacto do impeachment de Dilma Rousseff na arte de um jovem artista da cidade – que também tem a história interrompida tragicamente (mas mais do que isso, não falo).

Tem também a interferência de uma família de políticos poderosos no país, que se estabeleceu em Pirenópolis quando chegou ao Brasil no ciclo de colonização europeia, e que já foi responsável por chacinas em presídios de grandes capitais.

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Alguém já leu?

Só a Maria Carolina Lopes, que escreveu o texto de orelha. E o que ela disse:

Romance policial… No Brasil? Tipo… No interior de Goiás? Ah, véi, trama assim é coisa de cidade americana. Baltimore. Bal-ti-mór. Isso sim é lugar de crime, de investigação. Mané Piri… Você imagina Dicker descrevendo Pirenópolis? Falaí! Agatha Christie metida em mata de Cocalzinho? Pois é… Aí veio o Morillo e fez!

E fez uma trama com os dois elementos que um excelente romance policial tem: personagens com profundidade e narrativa que faz nosso coração pular do início ao fim. Só que tudo isso, querido leitor, é adornado pela linda Pirenópolis que vive no nosso coração e tem gostinho de comida goiana feita do fogão de lenha.

E como uma boa narrativa brasileira, Tiros da Rua Direita precisava ter um fundo político sobre essas situações que deixam todo brasileiro atento p*** da vida, sabe? E, com isso, personagens que fazem a gente “garrar ódio” e amar demais desde a primeira página. Simplesmente imperdível :)

Maria Carolina Lopes
Jornalista, mestra em Democracia (Univ. Salamanca) e em Ciência Política (UnB), amiga do autor desde que debutou em sua primeira redação grande, em 2007
Alguns bastidores

O livro teve início numa viagem de fim de semana com a família, no qual ficamos hospedados numa pousada tão isolada que a divagação sobre um crime no local me parecia indissociável. Há anos trabalhando como jornalista local, informado e informando sobre crimes, era inevitável que se passasse algo do tipo pela cabeça. Ao mesmo tempo, o cenário era completamente idílico, o tempo passava bucolicamente, o cheiro de pão de queijo assando, tudo isso contrastava com a narrativa.

Foram quase quatro anos nesse processo, e há quase um, o livro está em edição.

Como adquirir

Está em pré-venda até 20 de setembro, no site da Editora Viseu, tanto na versão impressa quanto em e-book. Não tenho nenhuma participação neste processo e nenhum exemplar comigo (tá chegando, tô ansioso!), então não tenho outros meios para aquisição. Espero que você goste!

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arte: Editora Viseu / Divulgação


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