Ouça: Carnaval, de Marcelo Perdido e Teago Oliveira

“Hoje é carnaval sem ser, mas é. E eu juntei tantas coisas e forças pra gente ser o que quiser e o mundo todo ouvir”. É o que diz o refrão de uma canção que é um feat de fofa com melancólica e com necessidade de todos os poros dos foliões irem pra rua e que temem por mais um ano sem festa

Cruzes. Ouvir essa música é puro gatilho pra quem não aguenta mais essa inferna dessa covid. “Essa cidade inteira sente que hoje tinha que ser carnaval”, SIM, A CIDADE, O MUNDO TODO, Marcelo Perdido!!! Enfim. Ele se juntou com o Teago Oliveira (que é cantor solo e é vocalista do Maglore também e é gente boa) e, juntos, mesclaram aquele sonzinho que a gente ama ouvir, que tem um quê de ukulelê (nem sei se é, mas é a vibe) com uma pitada de dorzinha no coração porque gatilho. E antes de continuar lendo, dá o play no vídeo.

Carnaval é uma música pop sobre saudades e amor na maior festa popular do Brasil, mas que em um país tão opressor acaba por significar muito mais que uma festa, é um respiro de liberdade por alguns dias, uma inspiração que pode servir para seguir sua vida desta forma o resto do ano: espalhando amor e sendo quem você é”

Marcelo Perdido

Detalhe: são dois sotaques e dois carnavaizões. Marcelo é do Rio e Teago é baiano. Já foi gravado por Erasmo Carlos e pela Pitty, e a banda Maglore (dele) já acumulou mais de 20 milhões de audições no Spotify. Marcelo mescla música brasileira com pop e alternativo e tem cinco discos: “Lenhador” (2013), “Inverno” (2015), “Bicho” (2016) e “Brasa” (2019) e “Não tô aqui pra te influenciar” (2020, considerado um dos melhores do ano passado pela APCA).

mOrillo entrevista tEago

Entre 2010 e 2018 eu tive um programa de rádio de cultura, diário, pra chamar de meu, na Rádio Nacional da Amazônia, o Mosaico. Em 10 de outubro de 2013 entrevistei o Teago, falando sobre a Maglore. Aqui ele conta um pouco sobre o processo criativo do grupo, que tinha acabado de se mudar pra São Paulo, e suas fusões musicais do rock com o MPB. Óbvio que ouço agora e me pergunto “pq fiz perguntas tão tolas?”, daí lembro: toda e qualquer novidade, ali, precisava ter o tom de algo muito inédito, pois estava sendo apresentado a uma população que acessava pouca informação e música que vinha de fora da própria região (ou que não fosse mega hit das rádios). Claro que o avanço da internet pela Amazônia mudou muita coisa por lá, mas essa forma introdutória de se entrevistar era necessária, em 2013.

foto: Habacuque Lima / Divulgação


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