“Saudade” é tema de série que busca entendê-la por meio da arte

Zé Celso Martinez Correa, Arnaldo Antunes e Johnny Hooker são alguns dos nomes que buscam significar palavra que é dita exclusiva do português

Em primeiro lugar, “saudade” não é palavra existente apenas na Língua Portuguesa. E, ao contrário do que já se falou sobre a formação das palavras, não é verdade os sentimentos só existem quando são nominados. Todo mundo sente saudade, e é bobagem pensar que só os povos lusófonos seriam capazes de sentir isso. Esta ótima reportagem da Revista Gama, inclusive, fala sobre a existência da tradução deste sentimento em 11 idiomas, inclusive o galego, em que a palavra “saudade” é… “saudade”! Ok, é uma língua parecida com a portuguesa, mas enfim, é só pra já ficar claro que dizer que “saudade” só nós temos é fake news.

Sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas”

Dicionário Aurélio

Mas é claro que nós somos beeem mais dramáticos que muitos outros povos. A saudade, própria do povo português quando os navegadores partiam, deixou heranças culturais que vão desde o nosso comportamento e excessiva emoção a expressões artísticas como o fado e até mesmo o sertanejo e o forró… Já dizia o Luiz Gonzaga que “saudade, assim, faz doer e amarga que nem jiló”, e que “saudade, meu remédio é cantar”.

Série Saudade

Foi divagando sobre tudo isso e muito mais que Paulo Caldas e Bárbara Cunha resolveram abordar artistas de tudo o que é matiz para que falassem sobre o tema. A série está no canal Curta! e no Curta!On, a plataforma de streaming do Curta!, no NOW da NET / Claro e em curtaon.com.br. As gravações forma no Brasil, em Portugal, em Angola e na Alemanha.

“Saudade” tem oito episódios: “Muitas Saudades”, “O Olhar e a Saudade”, “Música e Saudade”, “Lugar e Saudade”, “Corpo e Saudade”, “Sentidos e Saudade”, “Morte e Saudade” e “Amor e Saudade”. Eles exploram manifestações que remetem às diferentes vivências desse sentimento.

O que a gente descobriu é que não existe uma saudade, existem muitas saudades. Talvez por isso essa palavra seja tão difícil de ser traduzida em outra língua e tenha tantos significados, alguns até subjetivo. A saudade ligada à finitude é uma saudade diferente, mais doída e profunda e toca lugares muito determinantes e determinados. No episódio com o tema, conseguimos depoimentos elaborados de uma forma profunda, pessoal e sensível. Hoje, com a pandemia, a saudade aumentou muito e estamos todos com muitas saudades diferentes. Quando tudo isso passar, a gente vai poder voltar a matar as nossas saudades”

O diretor, Paulo Caldas.

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