A força do setor cultural: 14 espaços se unem para gerar 300 empregos e ampliar acesso à arte

Espaços tem em comum a atuação sociocultural, a defesa do direito à cultura e a promoção de cidadania. Agora, farão série inédita de ações para as oito comunidades em que estão

Uma iniciativa colaborativa, proposta pela associação do Teatro Mapa’ti, fez o mapeamento dos territórios do DF em que estão inseridos 14 espaços culturais. Agora, em 2021, é a segunda etapa do “Territórios Culturais”: a que vai mostrar à sociedade o que cada um destes locais é capaz de fazer. Ao todo, 135 ações ocorrerão em atividades que serão realizadas em todo o DF até 25 de fevereiro do ano que vem.

O setor cultural, em todo o país, é bastante carente de força. Assistimos, na pandemia, a necessidade da criação de leis que garantissem auxílio emergencial para o setor. Porém, quando unido, pode mostrar uma potência incrível – e é o que este projeto pode mostrar.

:: Sou entusiasta da ideia de soma de esforços: dois anos atrás escrevi, aqui, sobre a nossa BroaW3 ::

O projeto teve o fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), via emenda parlamentar, e por isso, poderá gerar 70 empregos temporários diretos e cerca de 230 indiretos. E além do potencial gerador de trabalho, as ações terão ferramentas de acessibilidade à pessoas com deficiência, tais como: tradução em Libras, legendagem de vídeos, textos acessíveis para pessoas cegas e com menções à hashtah #PraCegoVer, enfim…

CLARO que grande parte das iniciativas será online, porque ninguém é besta e cai no papinho do presidente de que a covid é gripezinha… A programação completa das ações será divulgada sempre bem aqui!

Galeria de Fotos
Um pouco sobre os espaços

A Pilastra

Artes visuais, performáticas, pensamento crítico fora do eixo, assim é A Pilastra, uma galeria de arte, um espaço multilinguagem, um café, uma escola de artes criativas, um coletivo. Tudo e um pouco mais no Guará e no Gama. Conheça:

Amigos do Centro Histórico de Planaltina (ACH11)

Criada em 2007, a Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina tem como missão defender e conservar o patrimônio histórico, artístico e cultural de Planaltina através da promoção da cultura.

Afrocomunidades – Asè Dudu

Há 33 anos, o grupo Asè Dudu desenvolve importante trabalho na comunidade da Ceilândia salientando os diversos matizes que compõem a cultura negra e desmitificando e trazendo para o foco suas raízes.

CapTal Grafite

Coletivo jovem, criativo e ousado de Ceilândia, que carrega na veia e nos aerossóis a arte. Expressa sua visão de mundo nas telas de algodão e nos muros pela via da técnica do graffiti.

Casa Akotirene

Quilombo urbano na Ceilândia que desenvolve variadas ações culturais e sociais.

Casa Roxa – Coturno de Vênus Associação lésbica feminista de Brasília

É uma organização não governamental, sem fins lucrativos, de defesa e promoção dos direitos humanos com enfoque nas questões de orientação sexual, gênero e raça/etnia.

Coletiva Pretinhas

Fica em Samambaia e busca reavivar as memórias ancestrais de resistência e as experiências de militâncias pessoais adquiridas em nosso meio (comunitária, artística, cultural, acadêmica), utilizando como estratégias o afroafeto e o autocuidado para fortalecer individual e coletivamente as jovens e mulheres negras em toda a sua diversidade, estimulando-as a lutar contra o racismo, a lesbofobia, o machismo, a violência e diversas opressões que afetam suas vidas, possibilitando ressignificar e criar novos caminhos.

Coletivo Da Barragem Pra Cá

É um grupo formado pela união de diversos coletivos que atuam no Paranoá, Itapoã e Paranoá Park, de forma independente, promovendo arte, cultura e lazer acessível, tanto geograficamente quanto economicamente, para as comunidades locais.

Escola Livre Coletivo de Ocupação Cultural Mercado Sul Vive

Atua em Taguatinga na valorização dos saberes populares, estimulando a troca de saberes e horizontalizando conhecimentos. Objetiva instrumentalizar pessoas e coletivos, potencializar trabalhos e produção de renda local. Para contar suas histórias, valorizar a memória, fortalecer a comunidade enquanto território cultural e ampliar a articulação com movimentos locais.

Coletivo Poesia nas Quebradas

Nasceu em 2015 nas quebradas de Planaltina. É dedicado à projeção e fortalecimento do hip-hop, com foco na literatura periférica através de um importante movimento de valorização dessa linguagem e cultura das periferias por meio de: graffiti, DJ, MC, poesia, breaking dance e conhecimento. O Projeto de cunho educacional visa a fortalecer a cultura de paz que precisa ser conquistada na sociedade. A ação se centra na atuação coletiva, apontando possibilidades de intervenção da parte de todos e todas que estão dispostos e disponíveis a construir arte num contexto de pluralidade humana. Almeja-se desenvolver atividades culturais para promover espaços de inclusão na cidade de Planaltina por meio da construção de contextos que valorizem a diversidade de atuação e expressão dos diferentes grupos, com vista ao aprofundamento da interação entre a comunidade artística e a comunidade local.

Coletivo Poesianoá

É um slam executado pelo Coletivo Noá, por meio de correalização do coletivo noiz por noiz. O evento nasceu em 2019, no Paranoá, através de ocupações de espaços públicos e apoio da comunidade. Contando com 8 edições, o objetivo do evento é criar espaços com música, poesia, afeto e respeito, combatendo atitudes machistas, LGBTfóbicas e racistas dentro da comunidade, que também carece de infraestrutura destinada a espaços culturais.

Sebastianas

Coletivo de arte-educação formado por mulheres trabalhadoras da cultura em São Sebastião. Também cofundadoras da Casa Frida, casa de cultura e acolhimento de mulheres em situação de violência (2014-2019), as Sebastianas hoje estende seu alvo de atendimento consolidando-se como espaço colaborativo e plural, de livre pensamento, produção e cria um repertório de luta e resistência cultural dentro de São Sebastião que dialogue com a juventude local e suas famílias. São eixos estruturais: raça, gênero e território.

Território Cultural Paranoá

O projeto vem para substanciar o território cultural do Paranoá, físico e subjetivo onde Mestra Martinha do Coco ancora suas atividades socioculturais para sua comunidade.

Tranzine-se

Diana Salu, artista, escritora, publicadora e produtora, idealizadora do projeto Tranzine-se – Laboratório de fanzines, é um projeto voltado exclusivamente para pessoas trans (travestis, transexuais masculinos e femininos, transgêneros e pessoas não binárias).

Associação Artística Mapati (Aama)

Sem fins lucrativos, foi constituída em 1998 para apoiar e desenvolver a pesquisa e a prática artística, cultural e educacional. Os incentivos se dão por meio de cursos, treinamentos, bem como edição de livros, revistas e audiovisuais. Produtos e serviços artísticos e culturais que podem ser realizados em parceria com empresas e sociedades nacionais ou estrangeiras. A Aama tem como alicerce a criação de meios para a promoção da cidadania e da defesa dos diretos de todas e todos. Na concepção estatutária da entidade, isso se alcança através de práticas afirmativas de cunho social, educacional, cultural e desportivo. De portas abertas à diversidade, sua sede se destaca por ser um território inclusivo e democrático. Posturas discriminatórias de raça, orientação sexual, opções político-partidárias, ideologias e credos religiosos são desconstruídos. Com isso, abrem-se novos olhares para formação de uma sociedade empática e gentil. Multidisciplinar, a Aama cria, desenvolve e executa projetos e programas autorais e exclusivos, além de gestão de projetos que tenham caráter de redes. No que pertine à transparência, todos os dados contábeis, coletados e arquivados seguem as Normas Brasileiras de Contabilidade. No encerramento de cada exercício fiscal, as demonstrações financeiras da entidade estão disponíveis para consulta de qualquer cidadão. Auditorias, inclusive por entidades externas e independentes (se for o caso), da aplicação dos eventuais recursos objeto de termos de parceria estão previstas em normativo. A prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos é feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal e legislação complementar. Neste projeto, é gestora da parceria.

mapati.org.br

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