Com vocês, a nossa BroaW3!

É só uma questão de reparar bem… Yes, temos uma região beeem negocinha com arte na cidade!

Não precisa nem de muito esforço, e embora eu esteja batizando o local como “Broadabliutrêis”, pra ficar parecidim com “Broadways”, não estou falando de uma cena organizada em bloco¹, com toda uma cadeia produtiva estruturada² e um coletivo de gente desenvolvendo fortemente uma área da cidade³. Mas tô. *

Olha pra W3 Norte, cara… Sério: só de teatros e escolas de teatro que eu sei tem bem uns sete – um deles, fundado por este serzinho que vos fala… Várias academias e escolas de dança, galerias, escolas de música aff, um monte. Tem lojinhas com cafés que vendem objetos de arte, tem os coworkings mais criativos e legais, até selo musical tem.

E como Santa Clara clareou, e aqui quando chegar vai clarea-a-ar, caso sua visão ainda esteja um tanto quanto turva para enxergar o que acabo de te contar, pedi à padroeira da televisão um colírio e o transformei nesse mapínea sensacional aqui, com 20 lugares essenciais pra te convencer de que temos na DáblioTrêis nossa própria Bróduêis. Dá um bizú:

*tô, claro. veja bem:

1) A cena pode até não ser organizada em bloco, mas só o fato de cada espaço desses se propor a criar uma programação pra cidade já não é um troço muito do legal?

2) A cadeia produtiva pode não estar estruturada hoje, mas vem cá: se cada um desses 20 espaços (e tô falando dos que me vêm à cabeça, se você souber de mais algum , avisa aew!) se auto-organiza, então pouhan, imagina quantos empregos, espetáculos, quantos estudantes, quantos objetos comercializados, enfim. Não é o máximo?

3) Não há um coletivo organizado nos moldes tradicionais, aliás, fica a dica aê, galere… Mas, bom, põe todo mundo num bolo só e percebe a potência! E a W3 tem tudo a ver com arte: é onde moram os “periféricos do Plano Piloto”, onde está o comércio mais popular, onde o meretrício baila pelas ruas livremente… Grande parte desses espaços está na “Rua das Oficinas”, que também já foi chamada de “W3 e Meio”, pois não é W4, nem W3. É a avenida que simplesmente “aconteceu” na cidade – não estava riscada, nem prevista nas projeções. E não é fantástica a ideia de um lugar inteiro bem no coração da cidade e que surgiu organicamente, numa Brasília tão planejadinha nos mínimos detalhes? Não é incrível pensar que aquelas vidas que são vividas ali são tão descoladas e diferentes de todo o restante da realidade do Plano Piloto? Onde há vizinhança, onde as pessoas se cumprimentam à toa na rua, onde os espaços são grandes e os alugueis mais baratos – o que viabiliza a arte brotar e se fixar?

Pois é: temos a nossa Broadway. A nossa BroaW3.

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