Épicos esquecidos: cinco exemplos que tinham tudo pra ser, mas não foram

Na lista tem Ira! e Nando Reis e tem Acústicos e Valvulados, Skuba e Réu e Condenado

Disco é um troço que, hoje, não rola mais. É tudo no streaming, no Spotify e Dels me dibre de pagar de velhão que fica na vibe “no meu tempo era assim”, achando que era melhor. Mas tem uns discão das antiga (ou nem tão dazantiga assim) que mereciam estar no imaginário das pessoas, mas por motivos diversos não estão. Mesclei nessa lista dois casos de famosões com três bandas que mal são lembradas pelo nome, que lançaram canções de fizeram algum sucesso, que vira e mexe cê se pega cantando, mas nem lembra quem são. Infelizmente, porque mereciam.

1 – Skuba – “Drugs”

Me peguei cantando essa enquanto escrevia e lia um texto sobre drogas. Essa música é sensacional, questionando (bem à la Proerd): “quem precisa de drogas? Você é minha droga. Eu quero resgate”, só que em inglês, portanto bem sonoro. Destaque pra qualidade da canção. O disco todo é very good, vale a pena ser ouvido todim.

Bom pra caralho, sério! Segunda faixa do disco de 1999, o segundo da banda

Daí fui dar uma pesquisadínea aqui e achei essa mini crítica da Gazeta do Povo. Sei lá, confesso que é o tipo de crítica que me dá certa preguiça e esses títulos de “melhor do Brasil” blablablá eu acho mei chatão – ainda mais considerando-se o compoente “bairrismo” que, esse sim, me empreguiça mortalmente. A imagem foi copiada do blog “Disco Furado”.

2 – Ira! – Invisível DJ

O Ira! tava numa fase áurea desde o ano 2000. Tava massa. O rock nacional tinha redespertado das catacumbas impostas pelos anos 90, a MTV era relevante e incrível, os Acústicos MTV eram fórmula garantida de sucesso e eles gravaram o deles, emplacando novos sucessos, como “Tarde Vazia”. Daí, em 2007, depois de tanto tempo, eles lançam esse disco impecável. Eletrizante, politizado, bem produzido, debochado. Enfim, perfeito. E em seguida, treta das tretas, eles rompem. E nuna mais lançam nada. Ok, recentemente eles voltaram, mas esse disco ficou ali pelo meio. Por favor, ouçam “O Candidato” e dediquem ao seu minion arrependido favorito.

e se cê abrir no Youtube, ainda vê a playlist completa

3 – Réu e Condenado –
Um compêndio lírico de escárnio e dor?

Velho, me pergunto o que que o Brasil tava fazendo que não parou pra ouvir esse disco? O que os jovens da minha geração tavam arrumando que não era tempo pra decorar letra por letra? Quem é esse povo que clama pela turnê de volta dos Los Hermanos e que não exige o retorno dessa duplinha do barulho aprontando altas aventuras?

O título do álbum é auto-explicativo. Não tem muito mais o que falar, só ouvir:

4 – Nando Reis – Drês

Verdade que “Pra Você Guardei” fez um sucesso estrondoso e muita gente sabe de cór a letra dessa canção que o ruivão canta com a Ana Cañas, que, pasme, foi lançada há 10 anos – pasme porque gentee, uma década já? Mas o disco todo é primoroso e como o Nando tava na crista da onda do sucesso estrondoso, emendou disco atrás de disco, logo após o “Drês” ele gravou o “Bailão do Ruivão” e o resultado é: uma turnê rápida, várias músicas como essa aqui que poderiam ter caído no gosto das Sofia (Só pra So) tudo e o impacto não foi tão impactante quanto poderia:

Mesmo esquema: playlist na sequência, entrando no Youtube…

5 – Acústicos e Valvulados – Até a Hora de Parar

Eu achava eles até bem manezões, nem sei porque colocá-los nessa lista, mas essa música é bem legalzinha. Acústicos e Valvulados, a despeito do nome sensacional, tem o sério problema de compor a cena do rock gaúcho. Me empreguiça imediatamente qualquer proposta bairrista – e como é o caso, então dá ranço. Implicâncias à parte, vira e mexe tô eu no meio do trabalho e começo a cantarolar “até a hora de parar / ahá / a-há / a-há / a / há…”. Enfim, curte ae: