Porão do Rock se reinventa para edição 2019

Boa dica para se preparar para a edição de agosto – que já tascou ingressos para venda – é ler o livro que conta a(s) história(s) do festival mais longevo de Brasília

Em 21 anos de existência, você pode imaginar a quantidade de histórias que o Porão do Rock guarda nos bastidores? De festival independente na Concha Acústica a um dos maiores do gênero na América Latina, da função de revelar bandas de porão ao emblemático show da banda britânica Museem 2008, centenas de roqueiros já pisaram no(s) palco(s) do festival que comemora a entrada na segunda década este fim de semana. E grande parte desses bastidores estão registrados agora em Histórias do Porão, livro dojornalista e escritor Pedro de Luna, que acompanha o festival desde a primeira edição.

Também autor da biografia do deputado Chico Alencar (Psol-RJ) e do quadrinista Marcatti, Pedro de Luna caprichou na pesquisa e no acabamento do livro histórico do Porão: são cerca de 500 páginas, e a tiragem é restrita a esta edição do festival. Portanto, quem for e adquirir poderá comprar uma edição rara. E como é do ponto de vista dos bastidores que a narrativa parte, ele garante que ler o livro será conhecer detalhes desconhecidos de quem esteve em qualquer uma das edições.

“O Porão tem essa característica da diversidade, das diferenças de pensamento. Tanto que quando o Porão cresceu, ele não conseguiria crescer só com bandas do Distrito Federal, ele só ia crescer se trouxesse bandas de outros estados e de outros países. Isso deu muito ruído no início, porque as bandas fundadoras queriam tocar todos os anos, e não tinha como”, conta.

Pedro tinha 23 anos em 1998, quando desembarcou em Brasília para cobrir o segundo festival independente em sua vida – e primeira edição do Porão. O primeiro, meses antes, foi o Abril Pro Rock, em Recife (PE). Veterano e tido como “irmão mais velho” do Porão, o APR já existia há cinco anos naquela ocasião e já era um festival de grande porte, tendo revelado todo o Mangue Beat (movimento musical e cultural determinante para o que seria produzido em Recife e com forte influência na sonoridade e proposta artística em todo o país).

“O Porão teve uma ascenção meteórica, ele partiu da Concha Acústica, um festival de um dia, para um Mané Garrincha, dois dias e já chegou a ter três dias e depois teve momentos de grande dificuldade financeira e de ser um dia só [caso das últimas edições]”, lembra Pedro. “Não só mudou de lugar, mas o Porão já aconteceu em junho, em julho… Até em dezembro ele já aconteceu, num ano em que o Gustavo [Sá, produtor do Porão] teve muita dificuldade pra captar recursos e pra não passar o ano, ele fez, mas fez em dezembro”. 

No bate-papo que tivemos com o Pedro, ele lembrou da edição do festival em Buenos Aires (ocorrida em 2009) e revelou que há a expectativa de o evento ocorrer em Fortaleza (CE), em dezembro – o que colocaria fim aos boatos de que esta seria a última edição do Porão, como correram pela cidade ao longo deste ano.

Para ouvir a entrevista na íntegra, é só dar play:

*texto originalmente produzido para o site GPS Lifetime

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