That’s a shame

foto: Mônica Montenegro

foto: Mônica Montenegro

Eu e minha velha mania de jogar confete. Talvez por ainda teimar em acreditar nas coisas boas. Ocorre que retomei esse blog dizendo que o ano tava começando e fazendo a Regina Casé, ou seja, vindo com tudo. Agora, constato (e não é novidade), que o ano começa fazendo o Boris Casoy, ou seja, na base do “isto é uma vergonha”.

Sabe essa enorme fila aqui da foto? Pois é. É o aglomerado de gente que foi ao Teatro Nacional na vã tentativa de conseguir um ingresso pro Paulinho da Viola, a primeira atração de hoje do I Festival Internacional de Artes de Brasília. Um evento de porte grandioso, contudo, mal divulgado – e que, graças à boa vontade do brasiliense de férias, tem tudo para ser sucesso. Porém essa fila aí foi frutrada por um “os ingressos já foram todos distribuídos”.

O Gonzaguinha responderia com um “é… a gente não tem cara de babaca”.

“Alô, alô, GDF. Que tal organizar o esquema de distribuição de ingressos do festival de verão? ou melhor, que tal levar esses artistas maravilhosos pra um lugar maior? Esplanada não serve só pra show sertanejo!!!”, disse, no Facebook, a Mônica Montenegro, autora da foto que estava na fila. Concordo plenamente. E acrescento: tem o Museu da República pra eventos de médio e grande porte também.

Inúmeros artistas e intelectuais reclamam, nas redes sociais, sem demonstrar surpresa. “Evento padrão governo Agnelo”, dizem. Eu quero saber é quando serão retomadas as Temporadas Populares de Cultura, conforme o prometido em campanha eleitoral. Quero saber se o Natal de 2012 será tão vergonha alheia quanto o de 2011. E se teremos mais repercussão no Festival de Cinema desse ano. Até agora, nota zero para esse governo em termos de gestão cultural.

Chega de confetes. Estou os trocando por vuvuzelas. Vamos ver se elas se amplificam nesse mar de insatisfação.

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4 pensamentos sobre “That’s a shame

  1. É mesmo uma vergonha! Quando abre a bilheteria, pelo menos 1/3 dos ingressos já estão reservados pra convidados. Ao resto da população os piores lugares, fila e calor. Acho que deveriam restringir as cortesias e cobrar um preço simbólico nos ingressos para o público aprender a dar valor e exigir tratamento digno. Ficar 3 horas é ultrajante.

  2. Sem querer “preconceituar”…. show na Esplanada não é nem pra sertanejo ,quiça pra show nenhum.Pq show popular precisa ser em lugar aberto?
    1- Lugar horrível para estacionar,aí vão dizer: vai de metrô!,como se houvesse metrô fácil.
    2- Pessoas suadas e bêbadas sempre, aí vão dizer: em boate com entrada 50 conto tem bêbado tbém! ,mas se for pra levar uma cantada de bêbado ou uma facada,tiro,etc, que seja em Paris.
    3- Choveu,fude*
    4- Som horrível.

    • Bia, pode até ser. Mas no Teatro Nacional pra meia dúzia de gente é sacanagem…
      E tem ótimos lugares públicos, melhores que a Esplanada: o Museu da República, por exemplo. Já fui em pelo menos uns quatro shows e mais uns dois eventos lá, e a experiência foi ótima. É aberto, tem boa iluminação, a acústica é boa e é mais reservado. Sendo assim, não gera muito transtorno com estacionamento. Agora, a chuva… Essa é com São Pedro.

  3. Pingback: Receituário: samba da sereia « Drops Culturais

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