Saramago, Cássia Eller e final de ano.

foto: blog Verruga na Gordura

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Conforme prometido, estou de volta. No dia em que Saramago faria 89 anos. Óbvio, não estou de volta por isso, mas porque terminou a temporada de feriados prolongados e o fim de ano ta aí, Simone lavando o cérebro da galera – no comércio brasiliense, brasileiro, português e, quiçá, moçambicano – e é hora de apresentar opções mais interessantes para o período.

Este fim de ano, por exemplo, será marcado pela primeira década de saudades de Cássia Eller. A voz de trovão da música do quadradinho recebeu, nesta terça-feira, no novíssimo Espaço Cultural do Choro, homenagem de quatro cantoras brasilienses. Dentre elas, Janete Dornellas, a única que conheceu Cássia e com quem, inclusive, dividiu o palco da primeira apresentação da incipiente musicista, em 1985.

O show “Dose Dupla” teve sua primeira temporada na sala Martins Penna do Teatro Nacional, em três apresentações – sexta, sábado e domingo. Vânia Oliveira foi uma das produtoras do concerto e hoje é minha editora na TV Justiça. Ela contou sobre as agruras e delícias daquele momento. “Lotamos o teatro na primeira apresentação, que aconteceu sem nenhum ensaio”, diz, acrescentando que Cássia e Janete não estavam lá botando muita fé nas apresentações.

Para o feito, Vânia e o grande grupo de amigos fizeram uma ampla divulgação no boca a boca e, naquele primeiro dia, a platéia era basicamente composta por eles (os amigos) e os curiosos e entusiastas da música da cidade. O segundo dia foi meio mais ou menos, e o mutirão de amigos mandou ver no boca a boca, fazendo com que a temporada terminasse com grande êxito e sala lotada, de novo.

O “Dose Dupla” aconteceu algumas vezes mais. Uma delas está no Youtube. Este, foi no também histórico projeto “Concerto Cabeças”, no Parque da Cidade. Mostra a irreverência e molecagem de duas meninas, prestes a se tornarem grandes cantoras.

Pois é, eu perdi, tanto o “Dose Dupla”, quanto o tributo de ontem. Mas o assunto Cássia ainda deve (tomara) render: Nando Reis dirigiu o recém-lançado disco “Relicário – as canções que o Nando fez pra Cássia cantar”, com três músicas inéditas. Nas lojas a um valor médio de 22 reais, é a primeira relíquia a aparecer em anos de saudades da cantora.

A Universal Music também aproveitou a data para lançar uma caixa com a discografia completa da artista, exceto esse CD. São dez discos, mais um DVD. Boa pedida para o Natal, propícia para espantar Simone da sua vida.

“Fisicamente, habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória”. A frase é do Saramago. Podemos dizê-la para ele e para ela, nestas saudades de dez anos.

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