Filme com sabor dos 80’s

imagem: divulgação

Antônio Trindade*

No meio de uma temporada cheia de filmes blockbusters, como a última parte do Harry Potter, o Capitão América, Transformers e Carros 2, a película Super 8, dirigida por JJ Abrams e produzida por Steven Spielberg, o diretor amante dos extra-terrestres, conseguiu um lugar cativo entre os amantes dos anos 80. Não é pra menos. O filme é misto de Goonies e ET – o Extraterrestre, duas produções, por sinal com o dedo do Spielberg, que cativaram milhares de expectadores, hoje, com cerca de 30 anos.

Super 8 começa falando de perda. A mãe do garoto Joe morreu em um acidente de trabalho. Cabe ao pai, um policial que nunca teve um bom relacionamento com o filho, cuidar do menino agora. Diante dessa situação nova e completamente inesperada, Joe tem como válvula de escape ajudar os amigos na produção do filme sobre zumbis, rodado em câmera Super 8.

As filmagens acabam aproximando Joe da sua paixão, Alice. E durante a primeira participação da garota no filme de terror mirim, um atentado a um trem militar muda a vida dos garotos e da cidade inesperadamente.

Super 8 é cheio de mistérios – o que foi o mal liberado pelo acidente? Por que o pai de de Joe não gosta da família de Alice? –, mas não são eles que seguram o expectador até o final do filme. O relacionamento entre Joe e seus amigos, sim, é o grande trunfo da película.

O filme tem muito suspense, mas o entrosamento entre o grupo de atores mirins rouba a cena. E aqui estão as partes legais de Super 8 – com espaço para bastante comédia e emoções.

Confesso que não esperava muito de Super 8, talvez por isso tenha gostado tanto dele. Pra quem ainda tem uma criança dentro de si, que recorda com nostalgia daqueles filmes de aventura que não subestimavam a inteligência dos espectadores, Super 8 é uma ótima pedida.

Ah! Acho que esqueci de falar o porquê do Super 8 lembrar o filme ET – o Extraterrestre. Mas vou deixar essa resposta para o cinema, ou o DVD, ou a Tela Quente…

Outra coisa, não esqueça de acompanhar os créditos. Acredite, é uma das partes mais inspiradas do filme.

* Antônio Trindade é editor da Rádio Nacional, ilustrador e desenhista e dos poucos cinéfilos ecléticos que eu conheço.

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