Adeus, Abdias

Ao espelho te vejo negrinho
Te reconheço garoto negro
Vivemos a mesma infância
A melancolia partilhada do teu profundo olhar
Era a senha e a contra senha
Identificando nosso destino
Confraria dos humilhados
A povoar de terna lembrança
Esta minha evocação de Franca.

Abdias e Cacilda Becker em Otelo. foto: José Medeiros, no site do Abdias

Um dos mais representativos ativistas da causa negra no país se foi nesta terça-feira (24), aos 97 anos. Muito além de ativista e de sua atividade parlamentar, era poeta, artista plástico – inclusive idealizando o Museu de Arte Negra – e ator, tendo fundado o Teatro Experimental do Negro.

Esteja em paz, Abdias. Nosso obrigado.

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