Roupa ainda nova… Aos 30 anos.

Morillo Carvalho

Eu sou brega e vou gritaar pra todo mundo ouviir… Yes, I like Roupa Nova, babe. So much. E brega é só um dos adjetivos/pejorativos que a banda recebe, day by day, a cada vez que anuncio que gosto dos caras. Sorry. Já ouvi que são o embrião dos emos (para, né?) e que são coisa de boiola. Pra mim, coisa de boiola é dar a bunda e comer bunda de homem, no mais, nada é coisa de boiola.

E foi ao som do Roupa, que recém completa 30 anos ainda com os seis integrantes da formação original, firmes e fortes, que me despedi de Brasília no final de 2010. Pontos altos? Pra começar, produção de altíssimo nível em plena Esplanada dos Ministérios. Recursos visuais aos montes dando ar de grandiosidade ao show da nova turnê da banda.

No início da apresentação, imagens de le parkour ao som de Vídeo-game, música da vinheta do Jornal da Manchete (lembre, saudoso, aqui). Em seguida, a sequência de músicas que foram trilha sonora das principais novelas da Globo nos 80’s e 90’s. “A escuridão do teu olhar me iluminavaa”, remetendo imediatamente à Cristiane Torloni e Antônio Fagundes em A Viagem. “Quando o raio do amor nos feriu, a felicidade então nos sorriu… E eu quero só você!” te lembra o quê? Felicidade, com Maitê Proença. Bem como o refrão meloso “Aaaah, coração! Se apronta pra recomeçaaaar”, do mesmo folhetim.

Dona, remete à viúva Porcina, de Roque Santeiro. E muitas outras músicas remetem a muitas outras novelas, sem parecer ter fim. Ou seja: lembranças de infância e adolescência e yes, não tem como não gostar de Roupa Nova.

Daí que lá no meio do show, os caras – que você pode torcer o nariz, mas deve concordar que são talentosos pra caralho – soltam a tríade de sucessos que os consagraram na televisão e na música, extra-trilhas de novelas: o tema da vitória, de Ayrton Senna (sim, você sabia que ELES gravaram aquela música que hoje nos traz a sensação de saudade?), o jingle do Rock in Rio (éé… se a vida começasse agora, se o mundo fosse nosso outra vez…) e o tema da abertura do Vídeo Show? Ok, esse último é originalmente do Michael Jackson, mas eles são os responsáveis pela gravação brasileira da trilha.

Foda, né?

Quase lá no fim do show, uma mensagem sobre os caras que são do rock’n roll e que acham que Roupa Nova é coisa de boiola, mas que quando querem fazer um clima com a gata nova, recorrem a eles. Menciona o fato de serem a banda com o menor índice de ocorrências violentas em shows no país, da necessidade de paz… De clarear! Babe, clarear…

Isso tudo foi legal e surpreendente pra quem já havia ido a um show dos caras, mas tá. Acabou. Daí veio o creme brulée do show. O bis.

O bis foi só com covers: Queen, Beatles, Stones, Kiss, Ac/Dc, Creedance, Bee Gees… E covers da melhor qualidade. Diria que imbatível, em termos técnicos, e impactantes, em termos musicais. Afinal, não esperava ir embora reiterando que… I know, it’s only rock and roll. But I like it. So much.

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2 pensamentos sobre “Roupa ainda nova… Aos 30 anos.

  1. Brega ou não, AMO esses caras! E me acabo numa pista de dança quando toca alguma música deles…rsrs.

  2. Le Parkour com som de video game? Trilha de novela das 8h? Para né? Eu to louca pelo Bailão do Ruivão, mas recupero a dignidade dizendo: EU ODEIO ROUPA NOVAAAAAAAAA!!! HAHAHAH e nesse show só faltou eles cantarem as músicas de natal que gravaram recentemente. Jesus Mary Joseph!

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