Dragão: você já treinou o seu?

imagem: Grow/divulgação

Antônio Trindade*

Como treinar o seu dragão, da Dreamworks, foi uma grata surpresa. Com personagens cheios de carisma, belas cenas de ação, comédia, um roteiro que flui bem e uma trilha sonora de primeira, a animação 3D dos diretores Dean DeBlois, Chris Sanders cativa.

Como treinar o seu dragão conta a história do garoto Soluço, morador de uma vila viking atormentada pelos constantes ataques dos dragões. Franzino, Soluço não leva nenhum jeito para o principal trabalho dos outros vikings: caçar e matar esses ferozes répteis alados. Como sempre se dá mal em quase tudo, ele é motivo de piadas dos outros moradores. Nem o pai o aceita do jeito que é.

Em uma noite, enquanto a vila é atacada, Soluço consegue um feito até então inédito que o daria glória instantânea: acerta um Fúria da Noite, um dragão negro, conhecido como o mais perigoso de todos. Sem coragem para acabar com a fera, Soluço o deixa ir e ainda o esconde dos outros moradores – e aqui começa a amizade mais improvável de todas. Mas talvez esse relacionamento sirva apenas para provar que tudo o que os vikings sabiam a respeitos dos dragões estava errado.

Bom, o roteiro não é lá muito original. Filmes sobre aceitação entre pais e filhos ou amizades com bichos de estimação existem aos montes por aí. O grande trunfo de Como treinar o seu dragão é a forma como a história foi contada. É incrível como o filme não perde o ritmo e mantém o espectador atento à cada lance.

Quem for assistir com certeza dará boas risadas. As cenas de vôo são tão belas, que dá até inveja de poder ver alguém, mesmo alguém gerado pelo computador, poder voar assim. E mesmo um roteiro mais batido não impede muitas surpresas para o final.

O filme é cheio de cenas de ação rápidas e intensas, e mesmo as cenas mais contemplativas, quando Soluço e seu dragão estão aprendendo a voar e descobrem no céu um lugar só deles, deixam o ritmo cair.

O visual é um espetáculo à parte. Da grama da floresta às chamas que saem dos dragões, a tecnologia está impecável. A textura dos ambientes, o céu, a água, a barba crespa dos vikings…

O visual dos dragões também impressiona. São vários tipos, cada um com características e ataques únicos. Nesse ponto tem até referência aos fãs dos RPGs tradicionais, quando a personagem Melequento, o nerd do grupo, sabe na ponta da língua os pontos de Força, Agilidade e a Fraqueza de cada animal.

Pra quem achou nomes como Soluço e Meleca estranhos (ou infantis) demais, o filme explica o motivo. A recomendação é ver em 3D. As cenas ganham profundidade e ajuda a entrar melhor no clima.

*Antonio Trindade é o mais novo colaborador do Drops. Editor de rádio na EBC, ele gosta de cinema, literatura e política, e mescla tudo com sua opinião em seu blog.

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