Em cartaz, Chico Xavier ainda nesta vida

Camila Coelho

foto: divulgação

Confesso estar curiosa para assistir ao filme de um dos médiuns mais importantes do mundo. E tenho apenas um motivo: como uma pessoa se anula para viver em prol de tantas outras? Não, esta não é uma crítica, mas encontrar neste mundo uma pessoa que abdica dos bens materiais e vive apenas com a caridade, a doação, é coisa cada dia mais difícil. Como dizia o  jornalista Marcelo Souto Maior, “para os admiradores mais fervorosos, foi um santo. Para os descrentes, no mínimo, um personagem intrigante”.

Chico Xavier, o “mineirim” de Pedro Leopoldo. Cidade que hoje tem cerca de 60 mil habitantes e fica bem ali, a 42 km de Belo Horizonte. Foi lá que Chico passou a infância, adolescência e parte da vida adulta. Logo após descobrir a mediunidade, mudou-se para Uberaba. E o longa-metragem mostrará exatamente essa trajetória, da infância pobre até a larga espiritualidade.

As Vidas de Chico Xavier estréia em 2 de abril para o grande público. Mas a primeira exibição aconteceu na última sexta-feira (12), só para convidados, em Uberaba. O filme é dirigido por Daniel Filho, o mesmo de Se eu Fosse Você, um dos maiores recordistas de bilheteria entre filmes nacionais.

Três atores representam o médium: Nelson Xavier, Ângelo Antônio e Matheus Costa. O grande elenco é complementado por Tony Ramos, Christiane Torloni, Giulian Gam, Letícia Sabatella, Luis Melo, Giovana Antonelli, Cássia Kiss, Cássio Gabus Mendes, e por aí vai.

A promessa de “grande momento” do filme é a uma mensagem psicografada pelo espírita, usada em um julgamento.

Serviço:
As Vidas de Chico Xavier
Estréia em 02 de abril, em todo o país.
Clique aqui para assistir ao trailler.

 

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4 pensamentos sobre “Em cartaz, Chico Xavier ainda nesta vida

  1. A vida de Chico Xavier deixa claro que não precisamos procurar na história pessoas que realmente amaram a humanidade, além de quebrar o estigma das religiões que não se definam como cristãs. Preconceitos esses tão bobos quanto presentes em todos os lugares. Pelo breve conhecimento que eu tive sobre ele, é certo defini-lo como o profeta do século XXI, que como os outros, vieram pra deixar uma mensagem. Cabe a nós não esperar mais 2000 anos pra reconhecer sua importância e tentar po-la em prática e textos como esse servem para ajudar a divulgar essas mensagens. Por isso, parabéns Camila!

  2. Gente, óbvio que o espiritismo é cristão. Todo o trabalho de Chico Xavier foi de devotamento aos mandamentos de Jesus Cristo. Ou seja, cristianismo puro!!
    “Fora da caridade não há salvação”, caridade, evolução espiritual e moral. Acho que o filme vai esclarecer muito sobre a doutrina, já que muita gente acha que é “coisa do diabo” e tem a ver com “macumba”. Ou seja, muito preconceito e pouco esclarecimento, pouca informação.
    Chico conversava com espíritos. Os espíritos somos nós, amanhã, quando passarmos pro lado de lá. Gente com a gente, em evolução. Afinal, ainda estamos bem longe de sermos como o Cristo.

  3. Ontem, domingo de Páscoa, assisti ao filme com minha mãe. Não poderia ter sido num melhor dia. Fiquei muito feliz ao ver, numa noite chuvosa, de 20 graus, o cinema cheio para um filme nacional e um filme sobre espiritualidade, caridade, reencarnação, doação, humildade…
    Famílias inteiras foram ao cinema. Numa era possível perceber 04 gerações: mãe, bem idosa, seu filho, neto e bisneto. Bonito de se ver!
    A interpretação dos atores “globais” foi execelente, e a história contado exigiu muuuuita pesquisa, obviamente deixando de lado alguns fatos para contar outros.
    Saí do cinema de olhos vermelhos do choro quase compulsivo causado por algumas cenas; mas não foi só eu. Filme aplaudido ao final (como há muito eu não via), ele me fez sair do cinema leve, com uma ponta de esperança na humanidade…
    Levei minha mãe em casa e no caminho a ouvi dizer que, nos seus 76 anos, este tinha sido o melhor filme brasileiro que já viu. Claro que contou no seu julgamento a empatia com o tema e com o grande médium. Discordo dela. As produções nacionais estão muito, muito boas, mas tive que concordar que este não é um filme que se esqueça facilmente. Por isso, mais que valeu!

    Em tempo: do cristianismo derivaram várias religiões, ou práticas religiosas. O Espiristismo segundo Alan Kardec (praticado por Chico Xavier) é uma delas.
    A “macumba” não existe. É um termo genérico – e por vezes preconceituoso – que as pessoas usam para as religiões de matrizes afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda.
    Os/as praticantes dessas religiões são chamadas, normalmente, de “espíritas”.

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