Importante é o Muse?

“Só vim para não pagar ingresso pro show do Muse”, começou a coletiva, brincando, a Pitty. Nos bastidores do festival, as bandas costumam falar com a imprensa depois de seus shows. Ela fez diferente, porque não queria perder o show da banda inglesa. Diz o zine oficial do evento que esta faz uma fusão de indie rock e eletrônica com influências de rock pesado e progressivo. Pra quem eles são ilustres desconhecidos (meu caso), resta esperar que a salada seja boa.

Deve ser, aliás. São eles que vão encerrar o festival hoje (que é o último dia), e a organização preparou um esquema especial de cobertura do show. Volto pra contar. Corta pra Pitty.

A apresentação dela acabou de acabar e a impressão que me passou foi de que há um grande público adolescente, gay, e emo gostando dela. Daí, dei uma googlada e lembrei que ela chegou a ficar grávida do Daniel Wesler, do NX Zero (perdeu aos três meses). Será que rolou uma transposição do público NX Zero (que embora detestem ser chamados de emo, eles são!), e os emos passaram a gostar de Pitty? Provável.

Enquanto ela dava entrevista, alguns deles, do lado de fora, estavam a gritar “Pitty, toca a música ‘x’, Pittyyyy!”… E ela dizia, dentro da sala de coletivas, que parece “negligência, mas na verdade é falta de habilidade” sua para lidar com essa empolgação. Ela tocou as versões que fez de uma música x do Chico Buarque (quem ficou lá atrás não conseguiu entender direito por conta do eco) e “Na sua estante“, se não me engano a última a circular pelo mainstream – versão de uma música gringa x também, muito boa, mas não lembro agora. Embora na verdade eu não curta o som da baiana, o clipe é bem legal, inspirado em “O Mágico de Oz” (clica no nome da música pra ver).

Enfim, ela contou que prepara um novo disco logo que sua turnê acabar, em novembro. E ainda não sabe o que vai vir. “Não tenho medo de arriscar. Prefiro me foder com o que fiz do que não fazer. E música pra mim não é algo burocrático, não consigo pensar ainda se ‘vai ser rock com uma pitada de soul’. Vai sair o que sair, espero que tenha novidades”, disse.

O fato é que, embora ela tenha garantido que amadureceu musicalmente de 2003 (quando despontou na mídia) pra cá, foi a mega infantil e de 2003 “o importante é ser você, mesmo que seja estranho. Seja você, mesmo que seja bizarro” que fechou o seu show… Daí, fica explicado o público adolescente. A identificação com as letras, né?

Sem acidez, creio que este seja o último post da cobertura. Foi curtinha, mas deu pra dar uma geral de como está o evento. O Muse já deve ter tocado umas seis músicas, e o som é bacana. Agora, por exemplo, tocam uma bem de rock progressivo.

Vamos corrigir um equívoco: o Porão tá entulhado de gente, mas nem tanta. Foi uma impressão de quem viu o público de cima. Agora que entrei no meio do público para encontrar a maior consultora desse blog, a Lílian Beraldo (vulgo Beraldina, minha editora na Agência Brasil), em pleno show da Pitty, posso detalhar melhor que até que tá cheio, mas há um grande vazio lá no fundão.

Termino com a dica: o zine do Porão tem um site oficial com uma agenda de shows de rock em Brasília e no entorno. É só clicar para ver. Fui.

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Um pensamento sobre “Importante é o Muse?

  1. Ol� Morillo.

    Muito legal a agilidade do Drops Culturais. Sobre O Zine Oficial, gostar�amos de esclarecer que se trata de uma publica�o independente, n�o exclusiva do Por�o do Rock, mas de v�rios eventos da cena underground local.

    Valeu!

    O que � o Zine Oficial?

    O Zine Oficial circula em formato de bolso pelo underground do DF e Entorno. O site do zine � atualizado semanalmente com Agenda de Shows e not�cias em seus v�rios links. Armazenamos na web c�pias digitais fi�is �s impressas, disponibilizadas logo ap�s terem sa�do da gr�fica. A tiragem m�nima das edi�o impressas � de 1.000 exemplares a cada n�mero. O que fizemos para o Por�o do Rock 2008 teve 10.000 c�pias. Os 17 n�meros prensados at� o momento e a edi�o especial “Agenda do Rock 2008” somam mais de 40.000 exemplares. Contatos: zineoficialdf@gmail.com

    Temas de interesse do Zine Oficial

    A linha editorial do Zine Oficial � voltada para a divulga�o de bandas de rock de Bras�lia, bandas de rock do DF, bandas de rock do Entorno e cena underground local; bandas de rock do Brasil e cena underground nacional; hist�rias em quadrinhos independentes e de grandes editoras; shows e excurs�es; debates sobre pol�ticas p�blicas de incentivo � produ�o cultural; cidadania; inclus�o social.

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