Vira e mexe o cara ressuscita. Ou melhor, ressuscitam Renato Russel, que só tornou-se o ícone Renato Russo depois de confirmar que “Russel” é sinônimo de cacofonia e de coisa ridícula – esse era o nome artístico que ele queria adotar. Faz 12 anos que só deu pra ouvir, foi aquela explosão – e ele deixou de estar entre nós. De lá pra cá, inúmeros CD’s póstumos e homenagens dos mais variados tipos surgiram. Agora, mais uma: o lançamento do disco “Trovador Solitário”, com gravações da fase em que ele ficou sem banda – período pós-Aborto Elétrico (pra quem não sabe, a primeira banda do cara, que era um misto do que seria a Legião com o que se tornaria o Capital) e pré-Legião (que o consagrou).

Uma das novidades é “Veraneio Vascaína”, imortalizada pelo Capital, na voz de Russo. Tem também “Anúncios de refrigerante”, gravação rara – e me despertou a maior curiosidade, já que “anúncios de refrigerante” são sempre criativos e imortais – clique aqui para ver como não estou exagerando. Clássicos da Legião, como “Eu sei” e “Faroeste” são desse tempo – que os produtores do CD consideram “fase obscura” – e também estarão no CD.

Aqui em Brasília o CCBB já foi palco de uma grande exposição sobre Renato – excepcional, aliás. E já rolou por lá e também no Teatro Nacional o inesquecível monólogo sobre a vida do trovador. Eu vi na primeira vez que passou por aqui, no início de 2007 – quando a entrada custou apenas R$10, diferente de quando o espetáculo voltou a Brasília, um ano após, e o ingresso não saiu por menos de R$35. Bela produção, cenário elegante, texto excelente e sem excessos e uma puta interpretação – Bruce Gomlevsky, além de muito parecido com Russo, o encarnou de forma que os espectadores puderam sentir raiva, decepção e gozo como se vissem o líder da Legião de novo.

O monólogo começava com a apresentação de algumas músicas – do período em que Renato começava a influenciar os amigos e convencê-los de que punk era legal – e fazia com que o público se sentisse num show cover da Legião. Já li na internet que Bruce, o ator, detesta essa confusão. Mas é verdade, bolas! Pelo menos nos primeiros 10 minutos da apresentação. Depois, é outra história… Tudo bem que palavras são erros, e os erros são meus, então, se você assistiu e estou equivocado, mete a boca nos comentários…

Bom. O fato é que o lançamento do CD “Trovador solitário” vai rolar na Fnac, nessa quarta-feira. O horário é uma bosta pra quem trabalha (vamos começar uma campanha “façam as coisas mais tarde”?), 19h30. Creio que vai ser legal: estarão lá a Dona Carminha e o Giuliano (respectivamente, mãe e filho de Renato Russo), além do jornalista e pesquisador de música Marcelo Fróes. Eu vou. Vamos?

Um comentário em “Vai um refri aí?

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