Programinha das sete


Se você tem mais de 20 anos, certamente se lembra do desespero de seu pai, sua mãe ou quem quer que seja atrás de um CD, minutos antes das 19h, dentro do carro. É que a angustiante musiquinha do Guarani, pontualmente naquele horário, tocaria, anunciando o começo de mais uma Voz do Brasil. Ouvir o rádio deixaria, a partir daquele momento e pela próxima hora, de ser um exercício prazeroso para tornar-se um saco.

A obrigatoriedade da manutenção do quase secular programa é apenas um dos capítulos de “Em Brasília, 19 horas”, do jornalista Eugênio Bucci. Ele presidiu a Radiobrás (Empresa Brasileira de Comunicação, responsável pela edição do programa e por tantos outros veículos, como a Rádio e TV Nacional e a Agência Brasil, onde trabalho) por todo o primeiro mandato do presidente Lula (2003-2007) e relatou toda a sua trajetória pela empresa nos quatro anos.

Para quem não sabe, a Radiobrás acabou oficialmente no último dia dos namorados. Em 12 de junho, ela foi incorporada à EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que tornar-se-á responsável pela gestão dos veículos que pertenciam à Radiobrás e à Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), que geria a TVE Brasil, no Rio de Janeiro. Processo este que, segundo Bucci, começou a partir de uma idéia dele.

A leitura vale a pena, tanto para quem ama essa empresa (como eu, Ana e Camila), quanto para que qualquer pessoa possa compreender como o governo federal – especialmente no período pré-mensalão – lida com a imprensa.

A Livraria Cultura colocou o primeiro capítulo num PDF para qualquer pessoa ler. O Drops facilita o caminho: é só clicar.

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2 pensamentos sobre “Programinha das sete

  1. Hahahaha. Eu tbm ficava colocava um cd, às 19h. Mas depois me apaixonei pelo programa e principalmente pela Radiobrás inteira. Trabalhei lá por um ano e aprendi muito. Qto ao livro, ótima dica! E o melhor, o Drops ainda facilita pra gente ler o primeiro capítulo ;)

  2. Hehehe… Faltou escrever que também adoro o programa, hoje, já que ele passou por total reformulação. O que não é conhecimento de causa, né Graci? O livro é ótimo – claro que esse primeiro capítulo tem coisas meio desnecessárias (viu Eugênio?) como o relato do drama pré-posse como presidente da empresa… Mas vale a pena! Leitura gostosa, rico em detalhes tanto sobre a gestão dele quanto sobre a própria empresa, sua representatividade, e, especialmente, sobre as relações do governo federal com a mídia… Bem legal. Beijo, leitora fiel.

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