O maior São João do mundo!


Ao som do forró (tanto forró que tive uma overdose e preciso ouvir rock’n roll por três meses para fazer a descompressão), passei uma semana acompanhando a festa junina de Campina Grande, interior da Paraíba. Interior, e não sertão: a paisagem montanhosa, verde, e o clima ameno asseguram que o local não é sertão (identificado com o clima semi-árido). Esta foi uma das primeiras lições que aprendi por lá… Conforme for postando, vou linkando com as matérias que produzi, dia após dia, e enquanto isso vou contando os bastidores.

Uma cobertura como essa foi um verdadeiro desafio. A Agência Brasil (ABr), que é onde trabalho, tradicionalmente não fazia esse tipo de cobertura. Com foco em cidadania e assuntos sociais, era a segunda experiência da agência num evento popular – a primeira foi o carnaval deste ano – por conta das transformações editoriais que vêm passando, de outubro de 2007 pra cá, quando a Radiobrás virou EBC. Então, o desafio era grande.

Fora do aspecto editorial, algumas responsabilidades e dificuldades: sou um repórter novo e novato, inexperiente em coberturas longas – não que não confiasse no meu taco, mas o peso era grande – e sabia que ali, no meio da Paraíba, estava a minha oportunidade de consolidar junto à minha empresa que é sobre cultura que sei escrever. Além disso, demorei dois dias, ainda em Brasília, para fazer uma produção para-lá-de-vagabunda. Não que eu quisesse isso – muito pelo contrário – mas eu simplesmente não consegui falar com ninguém! Nem um telefonemazinho… freak! Bora lá…

Chegamos a Recife de avião, e teríamos que esperar a Glauce Tolomei, repórter da TV Brasil, que vinha do Rio de Janeiro (a emissora é um dos veículos da EBC, assim como a ABr) chegar em outro vôo, bem como a equipe (que no linguajar televisivo significa cinegrafista + auxiliar), também em outro, para partirmos rumo a Campina. Resolvido, pegamos quatro horas de estrada – que seriam, a princípio, duas e meia, mas o motora se perdeu – e chegamos no (salve, salve) Hotel Serrano – que conto mais tarde como era…

Meu! Seis e poucos da tarde apenas e parecia nove da noite! É que no nordeste, creio que por sua posição geográfica, anoitece beem mais cedo. E amanhece também. Mortos de cansados estávamos, fomos tomar o drink de cortesia que ganhamos. Caipirinha. Era fato que não trabalharíamos naquele dia, por isso o meu fotógrafo (meu! u-hul…), o Roosewelt, ficou no hotel enquanto eu fui dar uma volta pelo Parque do Povo… Caralho! O “QG do São João” tem 42 mil metros quadrados de festa junina! Não sabia por onde começar…

Fomos ver as apresentações de quadrilhas, então. DO CA-RA-LHO! Apresentação excepcional. Tinha que mostrar como eram os bastidores de uma… Mas no dia seguinte, evidente. Estava pilhado pra começar, mas muito cansado, e… – Morillo! Você não funciona bem, quando está cansado. Além do mais, deixou o gravador, o bloco, a caneta e o fotógrafo no hotel. Sem chance.

Não ia rolar matéria. Mas que eu queria, ah… Enquanto isso, a TV fez umas imagens daquela bela quadrilha. Fui curiar, afinal, estava ali pra isso… – Qual o nome deles? – Arraial em Paris.
Que nome! Entenderia porque depois… Bora voltar pro hotel, beber cerveja, beber vinho Periquita, bater papo e dormir. Amanhã o dia promete. E eu continuo.

* Essas fotos são do Roosewelt Pinheiro e não têm nada a ver com a que citei. São de uma quadrilha qualquer e tiradas no dia seguinte.

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